Trump ameaça atacar centrais elétricas do Irão se Estreito de Ormuz não abrir em 48 horas
O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico e por ele transitam 20% das exportações globais de petróleo bruto.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou este domingo atacar as centrais elétricas do Irão se a República Islâmica "não abrir totalmente" o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas.
"Se o Irão não abrir totalmente, sem ameaças, o Estreito de Ormuz num prazo de 48 HORAS a partir deste preciso momento, os Estados Unidos atacarão e arrasarão as suas diversas centrais elétricas, começando pela maior", escreveu Trump na rede social que lhe pertence, Truth Social.
A mensagem de Trump surge depois de as Forças Armadas dos EUA terem anunciado, sábado, que enfraqueceram a capacidade do Irão de "ameaçar a liberdade de navegação" no Estreito de Ormuz, após terem atacado, esta semana, um arsenal subterrâneo situado ao longo da costa do país.
A instalação era utilizada para armazenar mísseis de cruzeiro antinavio e outros materiais, explicou num vídeo publicado nas redes sociais o líder do Comando Central dos EUA, Brad Cooper.
O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico e por ele transitam 20% das exportações globais de petróleo bruto.
Desde o início da guerra, as tentativas da Guarda Revolucionária Iraniana de impedir a passagem de navios cujas cargas possam beneficiar os EUA e Israel reduziram drasticamente - em 95%, segundo analistas do sector, como a Kpler - o tráfego de navios de carga e petroleiros em Ormuz, fazendo disparar os preços do petróleo.
Trump instou os aliados da NATO ou países asiáticos, como a Coreia do Sul, o Japão e até a China, que dependem enormemente do petróleo da região, a prestar apoio militar no estreito para garantir a navegação pelo mesmo, mas, por enquanto, nenhum se comprometeu a enviar recursos para a zona.
A guerra que os Estados Unidos e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro, data em que foi assassinado o líder supremo do país, Ali Khamenei, entra na quarta semana sem que Trump tenha esclarecido por quanto tempo prevê que o conflito se prolongue.
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