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Três mortos num tiroteio em cidade árabe no norte de Israel

Lusa 05 de fevereiro de 2026 às 08:33

O Presidente israelita declarou que os assassínios na comunidade árabe constituem "uma emergência nacional", após este incidente que eleva o número de árabes israelitas mortos para pelo menos 35 em 2026.

Três pessoas foram mortas esta quinta-feira num tiroteio na cidade árabe de Suweid Hamira, parte do território palestiniano anexado por Israel em 1948 e onde, no último ano, eclodiu uma onda de violência sem precedentes ligada ao crime organizado.
Após tiroteio, Presidente de Israel declara emergência nacional na comunidade árabe AP Photo/Mahmoud Illean
Os três mortos eram homens que participaram "num incidente violento", segundo um comunicado divulgado pelo serviço de emergência israelita Magen David Adom. O serviço reportou inicialmente a morte de dois homens na casa dos 30 anos devido a "ferimentos penetrantes" e, posteriormente, confirmou a morte de um homem na casa dos 50 anos que tinha sido levado para o Hospital Rambam. O Presidente israelita, Isaac Herzog, declarou hoje que os assassínios na comunidade árabe de Israel constituem "uma emergência nacional", após este último incidente que eleva o número de árabes israelitas mortos em comunidades árabes para pelo menos 35 em 2026. "Sete mortos em menos de 48 horas. Em Tira, Kiryat Yam e Suweid Hamira. 35 pessoas mortas nos primeiros 36 dias do ano. Só neste país o ministro nomeado mantém-se em funções e não há ninguém para o responsabilizar", denunciou o líder da aliança árabe-judaica Hadash-Taaal, Ayman Odeh, na rede social X. Os palestinianos e os seus descendentes que permaneceram nas cidades que são hoje território israelita após a Guerra israelo-árabe de 1948 são conhecidos como árabes israelitas. As maiores cidades são Rahat e Nazaré, que juntas representam 20% da população.
Só em 2025, 252 árabes israelitas morreram vítimas de assassínios e crimes nas comunidades árabes, um número sem precedentes. A comunidade culpa em parte a inação das autoridades e da polícia israelitas, chefiadas pelo ministro da Segurança Nacional, o supremacista judeu Itamar Ben Gvir. Devido à escalada de violência, um primeiro protesto e greve geral reuniu, em 22 de janeiro, mais de 70 mil pessoas em Sakhnin, no norte de Israel. De acordo com os meios de comunicação locais, os manifestantes exigiam a implementação de políticas para conter os assassínios. Uma semana depois, ocorreu outra grande manifestação em Telavive, sendo esperada uma em Jerusalém no domingo, de acordo com a agência de notícias palestiniana Wafa, com a chegada de uma caravana de árabes vindos de várias cidades do norte de Israel.
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