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Revelada a motivação de Cláudio Valente para matar físico Nuno Loureiro e atacar Universidade de Brown

CM 30 de abril de 2026 às 08:06

Morreram dois estudantes da universidade. Ataque estava a ser planeado desde 2022.

"Fracassos pessoais" terá sido esta a motivação de Cláudio Valente, de 48 anos, para há quatro meses ter atacado estudantes da Universidade de Brown, nos EUA - instituição que tinha frequentado há 25 anos.  De acordo com as autoridades federais, citadas pelo The Guardian, o português estava ressentido e procurou vingar-se daqueles que considerava serem responsáveis pelo seu fracasso.

Cláudio Valente e Nuno Loureiro DR

Recorde-se que no ataque realizado por Cláudio à Universidade de Brown morreram duas pessoas e outras nove ficaram feridas. Depois de se ter colocado em fuga, o português que estava a viver nos EUA matou a tiro o físico Nuno Loureiro à porta de casa em Brookline, Massachusetts, no dia 15 de dezembro. O suspeito acabou por ser encontrado morto num esconderijo em New Hampshire, três dias depois de ter cometido este último crime.

Segundo o FBI, o ataque à Universidade estava a ser planeado por Valente desde 2022. Na investigação, as autoridades afirmam que as vítimas de Valente "eram de natureza simbólica", uma vez que, para Cláudio, tanto a Universidade de Brown como o português Nuno Loureiro representavam os "seus fracassos pessoais e as injustiças que sentiu que lhe tinham sido infligidas por outros ao longo do tempo". Nuno Loureiro e Cláudio Valente tinham sido colegas no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, na década de 1990. No início de 2024, Nuno Loureiro foi nomeado diretor de um dos centros de investigação mais importantes do reputado MIT (Massachusetts Institute of Technology, em Boston, nos Estados Unidos).

A investigação revelou ainda que o aumento do sentimento de fracasso de Valente "agravou a sua contínua incapacidade de prosperar, levando-o a um estado de saúde mental debilitada e à sua intenção de morrer".

Antes de cometer suicídio, Cláudio Valente gravou quatro vídeos a confessar os crimes, não demonstrando, no entanto, arrependimento.

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