Presidente do Irão pede desculpas por atacar países vizinhos
Masoud Pezeshkian sugeriu que os ataques foram causados por falhas de comunicação e atribuiu-as ao assassinato do aiatola uma vez que a Guarda Revolucionária do Irão responde diretamente ao líder supremo.
O presidente do Irão afirmou este sábado que a exigência dos Estados Unidos de que o país do Médio Oriente se renda incondicionalmente é um “sonho que eles deveriam levar para o túmulo”.
Masoud Pezeshkian pediu também desculpas aos países vizinhos que atacou na região e sugeriu que esses ataques foram causados por falhas de comunicação nas fileiras e atribuiu-as ao assassinato do líder supremo do Irão e de outros altos funcionários. A Guarda Revolucionária do Irão, que está na linha da frente da guerra, responde diretamente ao líder supremo do Irão, no entanto o aiatola Ali Khamenei foi morto no passado sábado por um ataque aéreo israelita.
“Devo pedir desculpas aos países vizinhos que foram atacados pelo Irão, em meu nome. De agora em diante, não vamos atacar os países vizinhos nem lançar mísseis, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isto através da diplomacia”, referiu o presidente.
Estes comentários surgiram depois de intensos ataques iranianos contra os estados árabes do Golfo na madrugada deste sábado, numa altura em que Israel e os Estados Unidos mantém os ataques aéreos contra a República Islâmica.
Anteriormente o presidente dos Estados Unidos aprovou uma nova venda de armas a Israel, no valor de 151 milhões de dólares, depois de Trump ter referido que não pretende negociar com o Irão antes da sua “rendição incondicional”. Também na sexta-feira o secretário de Estado do Tesouro Scott Bessent referiu numa entrevista que “a maior campanha de bombardeamentos” da guerra está ainda por vir.
Desde o passado sábado que os Estados Unidos e Israel têm bombardeado o Irão com o objetivo de limitar as suas capacidades militares, liderança e programa nuclear. Os objetivos declarados da guerra têm mudado repetidamente, mas os combates já fizeram pelo menos 1.230 mortos e mais de 200 no Líbano.