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Maria Corina Machado diz que "está na hora" de regressar à Venezuela

Diogo Barreto 29 de junho de 2026 às 08:56

"Chegou a hora. É meu dever estar com o meu povo", afirmou a líder da oposição venezuelana.

Corina Machado, a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025, afirmou este domingo que sente que deve regressar à Venezuela na sequência dos dois sismos devastadores da semana passada. 

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Corina Machado
Foto: AP Photo/Matias Delacroix
Corina Machado
Foto: AP Photo/Matias Delacroix

“Chegou a hora. É meu dever estar com o meu povo. Precisamos de estar juntos para nos abraçarmos, chorarmos, lamentarmos juntos, mas também para nos fortalecermos mutuamente neste momento tão difícil”, disse Machado, no exílio, em entrevista à Fox News, numa entrevista transmitida este domingo. reconhecendo que a prioridade absoluta neste momento é salvar vidas e “confortar e ajudar os afetados”, a líder da oposição acredita que se aproxima o tempo de voltar à política ativa dentro do seu país de origem.

Maria Corina Machado pediu força e união ao povo venezuelano, numa mensagem nas redes sociais, assim que ocorreu o terramoto. Na quarta-feira, a Venezuela sofreu dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que causaram 1.450 mortos e 3.150 feridos, tendo afetado 12.721 famílias, segundo o último balanço oficial. “Voltarei à Venezuela muito em breve para estar com o povo venezuelano“, afirmou, citada pela agência noticiosa espanhola EFE.

No entanto, a sua vontade de regressar à Venezuela não é bem vista em Washington, de acordo com dois responsáveis do governo do Presidente Donald Trump, que falaram ao The New York Times, sem serem identificados. Segundo o jornal, Maria Corina Machado pediu ajuda a Washington para regressar ao país, o que foi considerado “inoportuno” pelos dois responsáveis, um dos quais se refere ao mesmo como uma “manobra política”.  

O New York Times refere que, numa reunião na Casa Branca em março passado, vários responsáveis norte-americanos manifestaram preocupação com a segurança da opositora, considerando que o governo de Trump deu prioridade ao trabalho com o governo da Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

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