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María Corina Machado agradece captura de Maduro e diz que regressa em breve ao país

Lusa 06 de janeiro de 2026 às 07:45

A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos.

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas "ações valentes" que levaram à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro.
María Corina Machado
Durante uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, Machado recordou que, em outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído. Machado salientou que teve de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia oficial. A líder da oposição declarou que planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados Unidos. Machado disse ainda que a oposição que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em 2013. A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria "mais de 90% dos votos" em eleições livres e justas. Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país. Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março. A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas. A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro. A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região, mostrando-se preocupado com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela.
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