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Jornalista de diário da oposição preso na Turquia por "informações enganosas"

Lusa 22 de março de 2026 às 22:25

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que denuncia a "repressão ao direito à informação" na Turquia, coloca o país na 159.ª posição entre 180 no seu 'ranking' da liberdade de imprensa, entre o Paquistão e a Venezuela.

Um jornalista do diário de oposição turco Birgün, detido sábado, ficou este domingo em prisão preventiva por "difundir informações enganosas", anunciou o jornal.

Osman Orsal

Detido no sábado na província de Tokat (norte), onde tinha ido por ocasião da festa do Aid el-Fitr, o jornalista Ismaïl Ari foi conduzido hoje a Ancara para ser interrogado.

"O Ministério Público pediu a sua prisão preventiva (...) sem sequer ter recolhido o seu depoimento", afirmou o Birgün, diário de esquerda de Istambul conhecido pelas suas investigações sobre o poder turco.

"Fui detido por causa de um vídeo que data de há três meses", indicou Ismaïl Ari num comunicado transmitido pelos seus advogados, onde afirma que há anos que procuravam um pretexto para o deter.

"Não ficaremos calados: continuaremos a escrever, a falar e a expressar-nos", declarou hoje Yasar Aydin, um dos responsáveis pela publicação do diário Birgün, durante uma manifestação em apoio ao repórter em Ancara.

"O jornalismo não é crime. Ismail Ari deve ser libertado imediatamente", reagiu no X o sindicato de jornalistas turco (TGS).

No final de fevereiro, um jornalista turco da rádio e televisão pública alemã Deutsche Welle (DW) também foi detido por "insultos ao Presidente", apesar dos protestos das autoridades alemãs e de associações de jornalistas.

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que denuncia a "repressão ao direito à informação" na Turquia, coloca o país na 159.ª posição entre 180 no seu 'ranking' da liberdade de imprensa, entre o Paquistão e a Venezuela.

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