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Israel diz que matou alto responsável iraniano mas "alvo" faz publicação nas redes sociais

Luana Augusto 17 de março de 2026 às 11:39

Ministro da Defesa israelita diz que o país eliminou o líder do Conselho Supremo de Segurança do Irão e um general, mas meios de comunicação estatais iranianos não confirmam a morte e disseram até que Larijani ia falar em breve.

O ministro da Defesa de Israel afirmou esta terça-feira que as Forças Armadas do país mataram o líder do Conselho Supremo de Segurança do Irão, Ali Larijani, durante um ataque noturno, mas os meios de comunicação estatais iranianos não confirmaram, contudo, esta morte: a agência de notícias iraniana Tasnim revelou até que Larijani ia falar em breve. E, de facto, foi feita uma na sua conta na rede social X pelas 10h (de Lisboa).

Ali Larijani discursa após anúncio de morte por Israel Foto AP/Keystone, Martial Trezzini

Israel disse também ter eliminado o general Gholam Reza Soleiman durante um ataque. Segundo a agência de notícias Associated Press, que cita um oficial militar israelita, Soleiman estaria num tenda com outros comandantes da Basij (força voluntária da Guarda Revolucionária), que usavam como quartel-general improvisado, devido às preocupações de que as suas bases pudessem ser atacadas.

“Larijani e o comandante da Basij foram eliminados ontem à noite e juntaram-se [ao líder supremo Ali] Khamenei, o chefe do programa de aniquilação, junto com todos aqueles eliminados do eixo do mal, nas profundezas do inferno”, referiu o ministro Israel Katz, em comunicado.

A família de Larijani é atualmente uma das mais famosas no Irão. Larijani teve até recentemente um papel importante na política iraniana, quando foi nomeado para auxiliar o falecido Khamenei nas negociações sobre o programa nuclear com Donald Trump. Nascido a 3 de junho de 1958, chegou a ser sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA por ter um papel na repressão violenta dos protestos que se registaram no país. 

“Larijani foi um dos primeiros líderes iranianos a incitar a violência em resposta às demandas legítimas do povo iraniano”, afirmou na altura o Departamento do Tesouro dos EUA.

Esses protestos, que se deram em janeiro, resultaram em milhares de mortes e dezenas de milhares de detidos.

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