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Human Rights Watch pede pressão para Arábia Saudita suspender execuções

Lusa 13 de janeiro de 2026 às 09:21

Riade executou pelo menos 356 pessoas em 2025, mais 11 do que no ano anterior, estabelecendo assim um novo recorde no país desde o início da monitorização.

A Human Rights Watch instou esta terça-feira os governos a exercerem pressão sobre o príncipe herdeiro da Arábia Saudita para que suspenda todas as execuções, depois de o país ter encerrado 2025 com um recorde de 356 pessoas executadas.
AP Photo/Cliff Owen, File
“O ano de 2025 cristalizou uma tendência assustadora na Arábia Saudita, com um aumento recorde de execuções pelo segundo ano consecutivo”, afirmou Joey Shea, investigador da Human Rights Watch (HRW) para a Arábia Saudita, em comunicado. De acordo com relatórios de diversas organizações e do próprio Ministério do Interior saudita, Riade executou pelo menos 356 pessoas em 2025, mais 11 do que no ano anterior, estabelecendo assim um novo recorde no país desde o início da monitorização. As execuções de estrangeiros por crimes não letais relacionados com drogas impulsionaram o aumento das execuções em 2025. “De acordo com a Reprieve e a Organização Europeia-Saudita para os Direitos Humanos (ESOHR), 240 dos executados tinham sido condenados por crimes não letais relacionados com drogas e 188 deles eram estrangeiros”, refere o comunicado da HRW. “Entre os executados estavam pelo menos dois homens condenados por crimes supostamente cometidos quando eram menores de idade”, denunciou a organização, que também mencionou a execução de Turki al Jasser, jornalista “conhecido por expor a corrupção dentro da família real saudita”. “A Carta Árabe dos Direitos Humanos, ratificada pela Arábia Saudita, obriga os países que aplicam a pena de morte a fazê-lo apenas para os crimes mais graves e em circunstâncias excecionais”, lembrou a HRW. Além disso, reiterou a sua oposição, por princípio, à pena capital em todos os países e em todas as circunstâncias, considerando esta forma de punição “desumana, singular pela sua crueldade e irreversibilidade e universalmente repleta de arbitrariedade, preconceitos e erros”. Shea concluiu denunciando que "celebridades, desportistas e outras pessoas que procuram lucrar com o encobrimento saudita do seu historial em matéria de direitos humanos devem reconsiderar, com base no número de execuções durante 2025, para determinar se justifica o financiamento deste massacre”.
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