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Grande parte dos migrantes que entraram em Ceuta já regressou a Marrocos

Renata Lima Lobo 31 de julho de 2026 às 19:34

50 mil entraram, mas mais de 48 mil pessoas que chegaram a Ceuta sem autorização já regressaram a Marrocos. Pelo caminho, contam-se 57 mortos.

Desde quinta-feira, Ceuta encontra-se em alerta máximo. No enclave espanhol do norte de África, que faz fronteira com Marrocos, entraram cerca de 50 mil pessoas, por terra e por mar, sem passar pelo controlo fronteiriço. Neste pequeno território espanhol, onde habitam pouco mais de 80 mil pessoas, a situação chegou a ser considerada "insustentável", nas palavras de Juan Jesús Vivas, presidente da cidade autónoma.

Dozens of migrants are walking back to Morocco, on 31 July 2026, in Ceuta (Spain). Hundreds of people who entered Europa Press

Mas a normalidade parece estar a regressar ao enclave. Segundo o , 48.300 dos 50.000 migrantes que entraram em Ceuta já regressaram a Marrocos. Até ao momento, estão confirmadas pelo menos 57 mortes de pessoas que tentaram entrar a nado.

Durante esta sexta-feira, vários líderes políticos europeus manifestaram a intenção de suspender o Acordo de Schengen para Espanha, receando que estes migrantes possam beneficiar da livre circulação no espaço europeu. A Itália decidiu mesmo reintroduzir controlos em portos e aeroportos com ligações a Espanha, enquanto a França anunciou que irá quintuplicar, a partir deste sábado, o número de agentes destacados para os controlos fronteiriços com o país.

Apesar de Ceuta estar separada do continente europeu por vários quilómetros, a proximidade geográfica continua a alimentar preocupações. A travessia de ferry mais curta, com destino a Algeciras, na Andaluzia, percorre cerca de 28 quilómetros e demora aproximadamente uma hora. Já uma travessia a nado é extremamente exigente, mesmo para atletas de alto nível, podendo durar entre sete e 14 horas devido às fortes correntes do Estreito de Gibraltar.

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