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FBI investiga desaparecimento suspeito de cientistas norte-americanos: Trump está preocupado

Isabel Dantas 18 de abril de 2026 às 10:21

Há pelo menos dez casos e já se fala numa possível ação de "potências estrangeiras" para aceder a informações de segurança nacional.

O desaparecimento de cientistas norte-americanos envolvidos em projetos sensíveis, como investigação aeroespacial e defesa, está a preocupar Donald Trump, que já colocou o FBI em campo. Houve casos de investigadores que morreram em circunstâncias estranhas.

Sede do FBI, em Whashigton AP

A Casa Branca, através da porta-voz Karoline Leavitt, fez saber que a administração está "a trabalhar ativamente" com o FBI e todas as agências relevantes "no sentido de identificar quaisquer anormalidades" que possam existir nos casos de morte ou desaparecimento de cientistas nos últimos meses.  

A FOX News tinha inquirido Leavitt numa conferência de imprensa a propósito do desaparecimento ou morte de pelo menos 10 pessoas ligadas ao programa espacial e investigação nuclear em circunstâncias estranhas. Na ocasião, a responsável pela imprensa respondeu "se for verdade, será definitivamente algo que este governo vai prestar atenção".

Já Donald Trump considerou que se trata de "um assunto sério". "Espero que seja uma casualidade, mas vamos saber mais na próxima semana e meia. Espero que seja uma coincidência, mas alguns deles eram pessoas muito importantes e vamos estar atentos a isso", garantiu o presidente norte-americano, a bordo do Air Force One.   

A especulação ganhou forma depois da mulher de William McCasland, um general da Força Aérea, ter reportado o desaparecimento do marido em março. Antes de ingressar no setor privado após a reforma do serviço militar em 2013, McCasland, de 68 anos, tinha liderado o Centro de Investigação Phillips da base de Kirtland e o Laboratório de Investigação da Força Aérea em Wright-Patterson, em Dayton, Ohio, onde foi responsável pela gestão de um programa de ciência e tecnologia da Força Aérea, avaliado em 2,2 mil milhões de dólares.

A imprensa ligou depois este caso o outro, ao desaparecimento de Monica Reza, uma cientista da NASA, de 60 anos, cujo paradeiro é desconhecido desde junho do ano passado. Há pelo menos mais oito desaparecimentos ou mortes em circunstâncias suspeitas.

Um antigo funcionário do FBI admitiu na Fox News que "várias potências estrangeiras" poderiam estar a "raptar, chantagear, torturar e até matar" cientistas e outros funcionários, como parte de um plano para aceder a informações de segurança nacional norte-americanas.

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