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China condena à morte, com pena suspensa, dois ex-ministros da Defesa

Débora Calheiros Lourenço 08 de maio de 2026 às 10:58

Wei Fenghe e o seu sucessor Li Shangfu governaram entre 2018 e 2023 e foram acusados de aceitar subornos.

Um tribunal militar chinês condenou dois ex-ministros da Defesa à pena de morte, com suspensão condicional, depois de um julgamento originado por uma investigação do braço anticorrupção das forças armadas.  

Wei Fenghe e Li Shangfu AP Photo

Wei Fenghe, ministro da Defesa entre 2018 e 2023, e o seu sucessor, Li Shangfu, que apenas ocupou o cargo durante cerca de oito meses, foram condenados na quinta-feira por terem aceitado subornos. Li Shangfu foi ainda considerado culpado por oferecer subornos.  

Ambos receberam uma sentença de morte suspensa, com um período de inelegibilidade de dois anos e sem direito a liberdade condicional. O tribunal anunciou que as penas dos dois antigos generais serão convertidas em prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, após dois anos. 

De acordo com a agência estatal Xinhua os dois antigos governantes perderam ainda os seus direitos políticos e todos os seus bens pessoais serão confiscados.  

Li Shangfu chegou a ser visto como uma figura bastante próxima do presidente Xi Jinping, mas desapareceu da vista do público no mesmo ano em que foi nomeado ministro, assim como vários outros altos funcionários da Defesa.  

Desde 2012, ano em que Xi Jinping chegou ao poder que milhões de funcionários foram condenados ou presos. A purga tem sido particularmente forte na área militar e em janeiro foi afastado Zhang Youxia, o general de mais alta patente, que superava Wei e Li na cadeia de comando e chegou a supervisionar as operações diárias das forças armadas.  

Alguns dos altos funcionários condenados acabaram mesmo por morrer sob custódia.  

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