Autoridades britânicas detêm sudanês que conduzia barco envolvido em mortes de migrantes no Canal da Mancha
Dois homens e as duas mulheres morreram afogados na quinta-feira, quando tentavam entrar na embarcação alegadamente comandada por Ali e que terá sido arrastada por fortes correntes.
Um sudanês acusado de conduzir uma embarcação ligada à morte de quatro migrantes que tentavam atravessar o Canal da Mancha foi detido no Sudeste de Inglaterra, ao abrigo da nova lei de imigração britânica, informaram este sábado as autoridades.
Alnour Mohamed Ali, de 27 anos, foi acusado na última sexta-feira de colocar outras pessoas em perigo durante uma viagem marítima para o Reino Unido, informou a Agência Nacional de Combate ao Crime, citada pela agência Associated Press (AP).
A nova lei permite que a Grã-Bretanha amplie o alcance da sua jurisdição criminal para reprimir os migrantes que fazem a travessia.
Segundo a imprensa britânica, o homem, que deverá comparecer este sábado no tribunal em Folkestone (sudeste), é suspeito de ter conduzido uma embarcação improvisada com várias dezenas de migrantes a bordo.
Dois homens e as duas mulheres morreram afogados na quinta-feira, quando tentavam entrar na embarcação alegadamente comandada por Ali e que terá sido arrastada por fortes correntes.
As mortes aconteceram na praia de Equihen, em Calais, França, quando os migrantes tentavam chegar à água em direção ao que as autoridades chamam de "táxi-barco", geralmente uma pequena embarcação insuflável motorizada que recolhe pessoas ao longo da costa norte da França.
Segundo a Agência France-Presse (AFP), as autoridades francesas resgataram das águas outras 38 pessoas. Ali e outros 73 migrantes seguiram para Inglaterra, onde o piloto foi detido.
Nos últimos dias, houve um aumento das tentativas de travessia e das mortes, com 102 pessoas resgatadas em duas operações na quarta-feira.
Duas pessoas morreram na semana passada em circunstâncias semelhantes na costa norte de Calais.