Todas as suspeitas contra o presidente do Governo da Madeira

Miguel Albuquerque é suspeito num processo-crime por corrupção, participação económica em negócio e prevaricação, para além da eventual violação das regras comunitárias em matéria de adjudicação. A investigação foi aberta em 2019 no Funchal. Em causa está a eventual relação entre negócios privados imobiliários de Miguel Albuquerque e o ajuste direto da concessão da Zona Franca da Madeira ao Grupo Pestana.

Ontem, 17 de março, várias instalações do governo madeirense e a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira foram alvo de buscas pela Polícia Judiciária relacionadas com a adjudicação da concessão de exploração da Zona Franca, anunciou o Ministério Público. Recorde a investigação revelada pela SÁBADO, em maio de 2020.

O Ministério Público (MP) e a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ) estão a investigar as circunstâncias em que o líder do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e a ex-mulher, Elizabete Andrade, venderam há cerca de três anos um empreendimento turístico, a Quinta do Arco, conhecida como Quinta das Rosas, por cerca de 3,5 milhões de euros.

"Desconheço qualquer processo que esteja, eventualmente, a decorrer", disse à SÁBADO por escrito Miguel Albuquerque antes de garantir que os negócios privados "foram absolutamente transparentes" e feitos "entre empresas comerciais, devidamente acompanhadas e validadas por entidades certificadas, financeira e contabilisticamente." Destacou ainda que o negócio da Quinta do Arco "teve início muito tempo antes de o Governo Regional ter iniciado funções (abril de 2015)" e que "todos os impostos foram atempadamente liquidados."

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