Banca

A carta secreta que colocou em 2010 o Banco de Portugal no rasto da fraude no BES

O supervisor questionou o BES sobre dois fundos geridos pela sociedade suiça que esteve no centro da queda do banco em 2014. Mas o Banco de Portugal tem garantido que só soube da Eurofin entre 2013 e 2014.

A narrativa do Banco de Portugal sobre a falência do BES tem sido fiel a uma ideia: só entre 2013 e 2014 é que o supervisor tomou conhecimento das atividades da Eurofin que levaram à queda do banco e à posterior medida de resolução, em agosto de 2014. Porém, uma carta de fevereiro de 2010, a que a SÁBADO teve acesso, revela que o BdP, naquela data, andou a investigar dois fundos geridos pela sociedade suíça. Qual o motivo e que resultado teve a investigação? O supervisor recusa responder.

A sociedade suíça Eurofin, segundo o Ministério Público, terá sido utilizada por Ricardo Salgado e outros colaboradores mais próximos, como Amílcar Morais Pires e Isabel Almeida,  para criar um esquema de financiamento para o Grupo Espírito Santo (a parte não financeira) e, após a crise financeira de 2008, também para o próprio banco, através de um circuito de emissão, compra e recompra de obrigações.

O atual diretor da supervisão do Banco de Portugal, Luís Costa Ferreira, explicou assim, na atual comissão parlamentar de inquérito ao Fundo de Resolução e às perdas do Novo Banco, como o esquema funcionou:

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