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Peça de teatro portuguesa "Um país que é a noite" chega ao Rio de Janeiro

A peça , que parte de cartas trocadas por Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena para imaginar um diálogo entre os dois escritores, assinala os 50 anos do 25 de Abril.

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Lusa 04 de agosto de 2026 às 16:39
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Maria João Falcão (esq.ª) e Tomás Alves (dir.ª) são dois dos intérpretes do elenco
Maria João Falcão (esq.ª) e Tomás Alves (dir.ª) são dois dos intérpretes do elenco D. R.

Lisboa, 04 ago 2026 (Lusa) -- A Nova Companhia apresenta domingo e segunda-feira, no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, a peça "Um país que é a noite", peça que assinala os 50 anos da democracia em Portugal, foi hoje anunciado.

"O espetáculo assinala os 50 anos da democracia em Portugal, a partir da correspondência trocada entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena entre 1959 e 1978", acrescenta uma nota sobre a peça divulgada pela Direção-Geral das Artes.

"Um país que é a noite" imagina um diálogo entre duas das maiores vozes da resistência antifascista portuguesa a partir da coletânea de cartas "Correspondência 1959-1978", editada pela Guerra e Paz.

"O ano de 1959 em pleno Estado Novo, o engenheiro, professor, poeta, escritor e dramaturgo Jorge de Sena, horas antes de fugir para o Brasil, marca um encontro secreto com a sua amiga poeta Sophia mas o encontro é interrompido por dois agentes da PIDE. O espetáculo situa-se entre o drama histórico e o teatro documental e desenha um Portugal sinistro, cobarde, pouco evoluído e polarizado no seio de uma das ditaduras mais longas e miseráveis que a Europa viveu", pode ler-se no mesmo texto.

A peça é um espetáculo "sobre a resistência de um país, sobre a luta interminável entre os que mais amam a poesia e os que a desprezam, os que pensam por si e os que cumprem ordens, os que sonham e os que oprimem o sonho", acrescenta a nota.

O texto e a dramaturgia da peça foram elaborados em conjunto pelo ator e dramaturgo lisboeta Martim Pedroso, diretor artístico da Nova Companhia, e pela escritora e argumentista carioca Flávia Lins e Silva e a romancista luso-brasileira Tatiana Salem Levy.

A peça, com excertos de poemas de Jorge de Sena e de Sophia de Mello Breyner Andresen, estreou-se em fevereiro de 2025 no Teatro da Trindade, em Lisboa, tendo esgotada a lotação nos palcos portugueses, e foi considerada como um dos melhores espetáculos da 32.ª edição do Festival Porto Alegre Em Cena de 2025.

A interpretar estão Maria João Falcão, Tomás Alves, Afonso Lourenço e o próprio coautor e encenador Martim Pedroso.

"Um país que é a noite" tem espaço cénico de Martim Pedroso, consultoria de Eugénia Vasques e Jorge Lourenço, figurinos e caracterização de Noé e Marta Vieira no apoio ao espaço cénico.

O desenho de luz e a adaptação são de Ricardo Campos, tem composição de música ao vivo de Rui Melo e interpretação musical ao vivo de Tomás Alves.

A sonoplastia é de Carlos Morgado e o vídeo de Rita Casaes, com operação técnica de Pedro Guimarães.

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