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“A verdade acabou, os factos não importam mais.” No palco do CCB, Wagner Moura vai confrontar o mundo

Wagner Moura e Christiane Jatahy levam ao CCB, em Lisboa, "Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo", peça que parte de Ibsen para falar de pós-verdade e democracia. Apresentaram-na esta tarde, em conferência de imprensa.

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Wagner Moura é Thomas Stockman nesta peça, em cena de sexta-feira, 3 a domingo, 5 de julho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa
Wagner Moura é Thomas Stockman nesta peça, em cena de sexta-feira, 3 a domingo, 5 de julho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa Caio Lírio

Há uma frase que abre o palco como um aviso: “A verdade acabou.” Wagner Moura, ator brasileiro, repetiu-a esta quarta-feira na conferência de imprensa de apresentação da peça Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde estará em cena de 3 a 5 de julho (sexta às 20h; sábado, 19h; domingo, 17h; €21 a €30). É uma frase que o assusta, diz. Não por efeito dramático, mas porque a frase toca num dos nervos do presente, na ideia de que nem sempre discutimos os mesmos factos.

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