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Nova peça de Sara Barros Leitão, Cleo Diára e um 18.º aniversário com Gisela João na rentrée do Teatro Constantino Nery

Já foi desvendada a programação do Teatro Municipal de Matosinhos para os próximos meses. Um dos destaques é "Esquecimento Global", colaboração do diretor artístico José Nunes com o músico Luca Argel.

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"Nós, Sozinhas", nova peça de Sara Barros Leitão que assinala os 20 anos de despenalização do aborto em Portugal, vai ser representada neste teatro nos dias 9 e 10 de outubro
"Nós, Sozinhas", nova peça de Sara Barros Leitão que assinala os 20 anos de despenalização do aborto em Portugal, vai ser representada neste teatro nos dias 9 e 10 de outubro Diogo Marques

A programação do Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, entre setembro e março de 2027, inclui uma produção própria, dez coproduções (sete no teatro e três na música) e seis estreias, revelou a instituição.

A produção própria Esquecimento Global, desenhada em coautoria pelo diretor artístico do teatro, José Nunes, e pelo músico Luca Argel, estreia a 06 de novembro para "uma reflexão satírica sobre a amnésia coletiva da sociedade", inspirando-se nos universos da "Ópera do Malandro", de Chico Buarque, e da "Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht.

Sara Barros Leitão, Rui Reininho, Cleo Diára, Pedro Burmester, Gisela João, Marta Ren e Marco da Silva Ferreira são mais alguns dos nomes entre as propostas da nova temporada.

"A Festa", com encenação de Nuno M. Cardoso, estreia-se a 22 de janeiro e fica até dia 24, explorando "as convenções sociais e os rituais de celebração familiares, revelando as tensões e os segredos escondidos sob a capa da normalidade".

"Ocupação da Ocupação para o Fim", de Nuno Preto / Colectivo Espaço Invisível, estreia-se a 19 de março para "discutir o espaço público, o direito à cidade e as formas de resistência artística face à gentrificação e ao esquecimento".

"Blackface", um espetáculo a solo escrito e encenado por Marco Mendonça, procura "debater os limites do que pode (ou não) ser representado em palco", a 26 de fevereiro.

"Menina Júlia", de August Strindberg, uma criação do Lama Teatro, protagonizada por Helena Caldeira e João Jesus, apresenta-se a 05 de março.

A 01 de setembro, em coprodução com o Teatro Oficina, Bruno dos Reis e Gaya de Medeiros apresentam "Seta Cegonha", "um espetáculo que acontece durante uma viagem de automóvel entre Guimarães e Matosinhos e no percurso inverso".

A 25 e 26 de setembro apresenta-se "Promised Valley", de Mickael Oliveira / Coletivo 84, uma exploração cénica "sobre as utopias falhadas e os territórios de esperança, questionando as promessas do mundo contemporâneo e o isolamento geográfico e emocional".

Sara Barros Leitão mostra, a 09 e 10 de outubro, o mais recente espetáculo, "Nós, Sozinhas", "uma peça que antecipa a celebração dos 20 anos de despenalização do aborto em Portugal, cruzando a esfera pública e a intimidade das decisões privadas".

Na dança, o coreógrafo Marco da Silva Ferreira apresenta, a 02 de outubro, "Fantasie Minor", espetáculo em que "desafiou dois bailarinos de dança urbana a partilharem o espaço ao som de 'Fantasia em F menor', de Schubert".

Cleo Diára estreia, a 21 de novembro, "Please, Love Me", um solo que "aborda as dinâmicas de identidade, pertença e a vulnerabilidade do corpo negro no espaço público e artístico".

Rui Reininho recebeu Carta Branca para imaginar e conceber um concerto "inteiramente inédito e desenhado de raiz" para a sala de espetáculos, numa co-produção agendada para 18 de setembro.

A 23 de outubro, também em coprodução, o Omniae Large Ensemble, dirigido por Pedro Melo Alves, cruza "composição contemporânea e improvisação jazz".

No 18.º aniversário do Constantino Nery, a 14 de novembro, a celebração cabe a Gisela João, com o álbum "Inquieta" e, a 05 e 06 de fevereiro, Marta Ren vai lançar em exclusivo o novo disco, "Here I Am", quando celebra 30 anos de carreira.

O pianista Pedro Burmester vai partilhar a leitura renovada das "Variações Goldberg", de Johann Sebastian Bach (19 de fevereiro) e o Sexteto de Jazz de Lisboa, revisita 40 anos de composições, integrando, da formação inicial, nomes como Mário Laginha e Mário Barreiros (12 de março).

O concerto de Páscoa, a 25 de março, é protagonizado pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos, que assinala o bicentenário da morte de Beethoven, com a participação do artista visual João Alexandrino (JAS), que vai desenvolver "desenhos em tempo real, em total simbiose com a música".

A 05 de dezembro, o teatro acolhe o ciclo Novos Talentos do Jazz, uma iniciativa da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM).

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