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Diogo Infante reconduzido como diretor artístico do Teatro da Trindade por mais três anos

O ator, de 59 anos, está como diretor artístico do Teatro desde 2017.

Lusa 23 de junho de 2026 às 16:18
Diogo Infante Vítor Mota

O ator e encenador Diogo Infante foi reconduzido por mais três anos, como diretor artístico do Teatro da Trindade, em Lisboa, divulgou esta terça-feira a Fundação Inatel.

O ator, de 59 anos, está como diretor artístico do Teatro desde 2017. Atualmente, faz parte do elenco da peça "Clube dos Poetas Mortos", de Tom Schulman, com encenação de Hélder Gamboa, que continuará em cartaz na próxima temporada, de 09 de setembro a 20 de dezembro, na Sala Carmen Dolores, a principal do Trindade.

A peça, um dos maiores sucessos do Trindade, soma mais de 55 mil espectadores, segundo dados do teatro. Em janeiro, depois de novo ciclo de representações em Lisboa, a peça também retomará a digressão pelo país, com passagem por palcos do Porto, de Ourém, Oliveira de Azeméis, Águeda, Paredes e Leiria. .

A próxima temporada do Trindade, anunciada na segunda-feira, tem seis estreias previstas. A primeira está marcada para o próximo dia 10 de setembro, na Sala Estúdio: "Uma Casa, Com Certeza", de Constança Bourgard, com a qual venceu a 8.ª edição do Prémio Miguel Rovisco--Novos Textos Teatrais.

A encenação é de Miguel Fragata, e é protagonizada por Ana Valentim e André Leitão.

Outras estreias da Temporada 2026/2027 do Trindade são: "Sob Pressão", uma criação de Cristina Carvalhal, a partir de "Perigo: Memória!", de Arthur Miller, o monólogo "Bárbara", pela atriz Patrícia Tavares, com encenação de Flávio Gil, a partir da autobiografia da jornalista brasileira Barbara Gancia, "La Nonna", de Roberto Cossa, com encenação de Marco Medeiros, com Maria Rueff, "Vidas Íntimas", de Noël Coward, uma coprodução Teatro da Trindade/INATEL e Loup Solitaire, com encenação de Elmano Sancho, e "Florence, A Pior Cantora do Mundo", de Peter Quilter, numa encenação de Diogo Infante.

Diogo Infante, com uma carreira de quase 40 anos no teatro, cinema e televisão, completou em 1991 o curso de Teatro da Escola Profissional de Teatro e Cinema, de Lisboa, e estreou-se profissionalmente como ator em 1989, na peça "As Sabichonas", de Moliére, com encenação de Ruy de Matos, no Teatro Nacional D. Maria II.

Nesse mesmo ano participou no filme "Nuvem", de Ana Luísa Guimarães, que lhe valeu o Prémio de Melhor Jovem Ator e um Se7e de Ouro, atribuído pelo antigo semanário de espetáculos Se7e.

Antes do Trindade, Diogo Infante foi diretor artístico do Teatro Maria Matos e do Teatro Nacional D. Maria II.

O Teatro da Trindade abriu portas em finais de 1867 e é tutelado pela Fundação Inatel que tem a sua origem na extinta Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), criada em 1935, sendo tutelada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

No 'site' do teatro, onde está disponível a programação da próxima temporada, pode ler-se que "a Fundação Inatel desenvolve atividades de valorização dos tempos livres nas áreas do turismo social, cultura popular e desporto amador, com profundas preocupações de humanismo e elevados padrões de qualidade".

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