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Bad Bunny faz história ao vencer Grammy de Álbum do Ano com disco em espanhol

Bad Bunny disse apenas uma frase em inglês, dedicando o prémio “a todas as pessoas que tiveram de deixar a sua pátria para seguirem os seus sonhos”.

02 de fevereiro de 2026 às 08:13
Bad Bunny vence Grammy de Álbum do Ano com disco em espanhol AP Photo/Chris Pizzello
Bad Bunny fez história ao vencer o Grammy de Álbum do Ano com “Debí Tirar Más Fotos”, a primeira vez que um álbum totalmente em espanhol foi considerado o melhor pela Academia de Artes e Ciências de Gravação.  “Porto Rico, acreditem em mim quando vos digo que somos muito maiores que 100 por 35”, disse Bad Bunny no discurso de vitória, em espanhol, referindo-se às dimensões da ilha. “Não há nada que não possamos conseguir”, continuou o artista, agradecendo a todas as pessoas que acreditaram nele. Bad Bunny disse apenas uma frase em inglês, dedicando o prémio “a todas as pessoas que tiveram de deixar a sua pátria para seguirem os seus sonhos”. Antes, o cantor porto-riquenho já tinha criticado a agência de imigração do Presidente norte-americano Donald Trump dizendo “fora com o ICE”, quando ganhou o Grammy de melhor Música Urbana pelo mesmo trabalho.  Outro grande vencedor foi Kendrick Lamar, que chegou à Crypto.com Arena, em Los Angeles, como o mais nomeado da noite com nove indicações. Lamar levou cinco estatuetas para casa, incluindo Gravação do Ano por “luther” e Melhor Álbum Rap por “GNX”.  A Melhor Atuação Pop a solo foi “Messy”, de Lola Young, a Artista Revelação foi Olivia Dean e Lady Gaga venceu Melhor Álbum Pop Vocal por “Mayhem”. “Todas as vezes que estou aqui sinto que tenho de me beliscar”, disse Lady Gaga, muito emocionada, agradecendo à equipa que trabalhou com ela e deixando conselhos a quem sonha com uma carreira na música.  “Incentivo-vos a lutarem sempre pelas vossas ideias, pelas vossas músicas, por vós próprios como produtores”, disse Gaga. “Acredito na disciplina e no trabalho árduo”, afirmou também, antes de dirigir palavras de amor ao seu noivo, o empresário Michael Polansky.  A Melhor Canção do Ano foi para Billie Eilish, com “Wildflower”, que aproveitou o discurso para defender os imigrantes e denunciar o ICE. “Ninguém é ilegal numa terra roubada”, declarou a cantora. Na passadeira vermelha, vários artistas usaram pins onde se lia "ICE out", incluindo Justin Bieber.  Na 68ª cerimónia dos prémios Grammy houve também um vencedor português: o guitarrista Nuno Bettencourt levou para casa o gramofone pela atuação em “Changes (Live from Villa Park)/ Back to the Beginning”, em julho de 2025, juntamente com Yungblud, Frank Bello, Adam Wakeman e II.

Lista de principais premiados:

Álbum do ano: “Debí Tirar Más Fotos”, Bad Bunny Gravação do ano: “luther", Kendrick Lamar com SZA Canção do ano: “Wildflower", Billie Eilish e Finneas O’Connell Melhor performance pop a solo: “Messy”, Lola Young Artista Revelação: Olivia Dean Melhor álbum pop vocal: "Mayhem", Lady Gaga Melhor álbum rap: “GNX”, Kendrick Lamar Melhor álbum música urbana: “Debí Tirar Más Fotos”, Bad Bunny Melhor álbum rock: “Never enough", Turnstile Melhor vídeo de música: "Anxiety", Doechii
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