Reforçando a capacidade de armazenamento e processamento da instituição.
A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir 20 milhões de euros em dois novos centros de dados para ciência e inovação, que suportam serviços de inteligência artificial e computação avançada, reforçando a capacidade de armazenamento e processamento da instituição.
Universidade de Lisboa vai investir em novos centros de dados UL/Instagram
Em comunicado, a ULisboa diz que vai investir 20 milhões de euros para criar uma das maiores infraestruturas digitais do ensino superior português, destinada a apoiar escolas, centros de investigação e laboratórios da instituição, prevendo a conclusão do projeto para outubro de 2028.
O objetivo é responder aos desafios da ciência, da saúde, da segurança e da economia digital, reforçando a aposta em inteligência artificial, nas tecnologias 'deeptech' e na biotecnologia, explicou o Reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, em comunicado.
A infraestrutura assenta em dois novos 'datacenters' - um no campus de Oeiras do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, e o outro no campus da Faculdade de Ciências, na Cidade Universitária - e foi desenvolvida em parceria entre o Instituto Superior Técnico (IST), a Faculdade de Ciências (Ciências), o Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM) e a Reitoria da ULisboa.
Um dos principais eixos do projeto, segundo a ULisboa, é a criação e alojamento de uma 'cloud' soberana, que permita armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela universidade, uma solução especialmente relevante para projetos que trabalham com informação sensível e de elevada complexidade.
A ULisboa, que tem dez campi, destaca que a nova infraestrutura vai também estar ao serviço do Ecossistema de Inovação ULisboa, para empresas e parceiros industriais, promovendo a transferência de conhecimento entre a academia e o tecido empresarial, acelerando novas soluções tecnológicas e reforçando a capacidade da universidade para transformar investigação científica em inovação, novos produtos e serviços.
O projeto vai ser executado de forma faseada até outubro de 2028, com 20 milhões de euros resultantes da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE -- Computational Omics for Resilient Economies e ULISBOA CORE+ -- Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, no âmbito do Programa Regional Lisboa 2030.
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