Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Sindicato diz que novo presidente da TAP desconhece plano de reestruturação

"Achei uma parte engraçada, [...] o doutor Luís Rodrigues comunicou aos trabalhadores que não conhece o plano de reestruturação da TAP", disse Paulo Duarte, na comissão de inquérito à TAP.

Um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) disse esta quarta-feira que o novo presidente da TAP, Luís Rodrigues, comunicou aos trabalhadores que não conhece o plano de reestruturação da companhia.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

"Achei uma parte engraçada, [...] o doutor Luís Rodrigues comunicou aos trabalhadores que não conhece o plano de reestruturação da TAP", disse Paulo Duarte, na comissão de inquérito à TAP, em resposta ao deputado social-democrata Paulo Moniz, referindo-se a um encontro entre o novo presidente e os trabalhadores, que decorreu hoje.

Já questionado pela deputada socialista Cristina Sousa sobre o que teria acontecido à TAP sem o apoio do Estado, em 2020, Paulo Duarte admitiu que houve divergências entre sindicato e administração relativamente ao plano de reestruturação, mas que o Sitava entendeu "perfeitamente que algo tinha de ser feito".

"O que dizemos hoje é o que dissemos na altura, [...] que o plano a ser implementado na totalidade, tal qual como está -- e atenção, eu digo isto pelo que é público, porque nunca nos foi facultado, não conhecemos o plano -- a TAP corre sério risco de não ter morrido com o mal, mas morrer agora com a cura, porque o plano está desajustado", afirmou o dirigente sindical.

Ainda questionado pelo deputado Paulo Moniz sobre o que qualificou como uma "cambalhota ideológica" do Governo, por ter nacionalizado a TAP, para agora decidir privatizar, Paulo Duarte disse não conseguir perceber, uma vez que, para os sindicatos, os argumentos invocados em 2020 mantêm-se válidos.

"Eu lembro-me que fomos comparados às caravelas e que, de repente, as caravelas já foram ao fundo e, portanto, não conseguimos perceber, por muito esforço que façamos", sublinhou, acrescentando que a injeção de 3.200 milhões de euros na companhia aérea será suficiente para se tornar independente e depois, "como qualquer empresa, se tiver dificuldades financeiras, vai à banca".

Já questionado pela deputada Mariana Mortágua sobre a concorrente Ryanair, Paulo Duarte considerou que se trata de uma "empresa marginal que vive à sombra da lei". "Isto aqui é um paraíso para eles e assim continua", realçou.

Artigos Relacionados