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Ricciardi: a vida do banqueiro que dançava samba e colecionava canários

Ana Taborda
Ana Taborda 31 de março de 2026 às 23:00

Foi procurar um médico nos EUA, fez tratamentos na Fundação Champalimaud, e enquanto a doença permitiu, continuou a trabalhar, a caçar e a ver jogos do Sporting. Já doente, marcou reuniões para refundar um banco com a marca Espírito Santo. Tinha 6 anos quando decidiu ser banqueiro - e já não mudou de ideias. Como nunca desistiu de casar com uma mulher que já tinha três filhos.

No último ano, José Maria Ricciardi já não ia todos os dias aos dois gabinetes que tinha na Torre 2 das Amoreiras, em Lisboa - um no 4º piso, o outro no 10º. O habitual era passar pelos escritórios no máximo uma vez por semana, muitas vezes por não mais de 10 minutos. Apesar do otimismo que manteve quase sempre, os últimos meses de doença, os mais duros, foram passados sobretudo na sua casa, em Cascais, com a família. “Quando não ia ao escritório, falávamos várias vezes. Uma semana [antes da sua morte] ainda falámos ao telefone”, conta Paulo Abreu, amigo e sócio na Underrock Investments, à SÁBADO.

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