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Redes sociais pagaram 23,2ME nos EUA para evitar processo de um distrito escolar

Lusa 02 de junho de 2026 às 06:58
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Foram acusadas de terem prejudicado a saúde mental dos alunos.

Meta, Snap, TikTok e YouTube concordaram em pagar cerca de 27 milhões de dólares (23,2 milhões de euros) a um distrito escolar americano para evitarem um processo piloto colocado por mais de mil comunidades educativas.

Meta, Snap, TikTok e YouTube pagaram cerca de 27 milhões de dólares
Meta, Snap, TikTok e YouTube pagaram cerca de 27 milhões de dólares iStockphoto

Estas comunidades educativas acusavam aquelas empresas de terem prejudicado a saúde mental dos alunos e as empresas chegaram a acordos com elas, segundo documentos a que a agência de notícias francesa AFP teve acesso hoje.

A Meta, empresa-mãe do Facebook e do Instagram, concordou em pagar nove milhões de dólares. A Snap e ByteDance, proprietária do TikTok, pagarão oito milhões cada. O Google, proprietário do YouTube, é o único a pagar parcialmente em espécie a indemnização, com formações e licenças no valor de mais de 900.000 dólares, além de um pagamento em dinheiro de cerca de 2 milhões.

O acordo prevê assim que o grupo de Mountain View financie um formador para a utilização das suas ferramentas durante dois anos (uma formação com um valor estimado em 250.000 dólares), um programa de educação socioemocional ao longo de quatro anos (500.000), suporte técnico para a utilização das suas ferramentas Google Workspace (40.000) e assinaturas durante três anos da sua plataforma de inteligência artificial educativa (150.000).

O caso do Condado de Breathitt, distrito rural do Kentucky, tinha sido escolhido para servir de referência para os processos semelhantes movidos por 1.200 outras entidades locais encarregadas de administrar as escolas públicas americanas (cerca de 13.000 no país).

Este distrito reclamava mais de 60 milhões de dólares para fazer face à reparação dos efeitos nocivos nos seus alunos - como distúrbios do sono, distúrbios emocionais e conflitos - bem como um programa de saúde mental ao longo de quinze anos.

A Meta foi a última a ceder a um acordo, a 21 de maio, alguns dias depois dos outros réus, já em fase de plena preparação do julgamento, que se esperava que começasse em meados de junho perante um tribunal federal em Oakland, perto de São Francisco.

O demandante pedia também a modificação das funcionalidades consideradas viciantes (personalização algorítmica, rolagem infinita, etc).

As transações não implicam qualquer reconhecimento de responsabilidade. Elas também permitem evitar que as empresas vejam as suas documentações e comunicações internas.

Estes acordos, confidenciais, são assinados num clima judicial tenso para as plataformas nos Estados Unidos: em março, um júri de Los Angeles considerou a Meta e o Google responsáveis pelo caráter viciante do Instagram e do YouTube, pela primeira vez.

Na véspera, outro júri, no Novo México, tinha condenado a Meta a pagar 375 milhões de dólares por ter exposto menores a predadores sexuais.

Mais de trinta procuradores estaduais dos Estados Unidos estão, por sua vez, a processar a Meta num caso distinto, que poderá resultar num julgamento em agosto em Oakland.

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