“Não há margem para os jovens pouparem”

Susana Lúcio 31 de outubro de 2019

Rendimentos baixos, insegurança laboral e taxas de juro baixas impedem os millenials de fazerem poupanças.


Não é fácil para os jovens que entraram nos últimos anos no mercado de trabalho de pouparem, garante à SÁBADO Pedro Brinca, professor de macroeconomia na Nova School of Business and Economics, no Dia Mundial da Poupança. Os salários baixos são parte do problema, mas não o principal. "Antes fazia sentido uma pessoa endividar-se na compra de uma casa, porque ao longo da vida o rendimento tendia a crescer. Mas a insegurança no trabalho mudou isso", explica à SÁBADO. 

A situação económica não incentiva à poupança. "Durante a crise a taxa de poupança aumentou porque os portugueses deixaram de comprar bens duráveis como carros e eletrodomésticos." Mas quando a economia retomou o crescimento, o consumo destes bens aumentou.

Para além disso, o incentivo à poupança também não abunda. "As taxas de juro são tão baixas que a remuneração da poupança é zero", diz Pedro Brinca.

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