Novo ano trouxe um alívio na subida dos preços de venda ao consumidor. Taxa de inflação recuou três décimas em comparação com o mês anterior para um valor abaixo da meta do BCE. Inflação "crítica" diminuiu para 1,8%. Alimentos deram uma ajuda para a desaceleração da inflação.
"A variação homóloga do IPC foi 1,9% em janeiro de 2026, taxa inferior em 0,3 pontos percentuais à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 30 de janeiro", revela o INE.
A inflação subjacente, que exclui os produtos que estão mais sujeitos a grandes variações de preços (alimentos não transformados e energia), desacelerou na mesma proporção que a inflação global. Em janeiro, passou de 2,1% para 1,8%. O facto de este indicador estar abaixo do índice global revela que a inflação está menos "enraizada" nos produtos que têm preços mais estáveis, como é o caso da educação e saúde. Este indicador é acompanhado com particular atenção pelo BCE.
Entre os produtos com preços mais voláteis, destacou-se o alívio nos alimentos não transformados (frescos), cujo índice de preços abrandou de 6,1% para 5,8%. Em dezembro, houve uma ligeira aceleração na subida de preços deste tipo de bens, que pôs fim ao ciclo de dois meses consecutivos em que este índice esteve a desacelerar. Recorde-se que, em 2025, os preços dos alimentos voltaram a aquecer, tendo atingido um "pico" de 7% em agosto.
Nos produtos energéticos, o índice de preços manteve-se em valores negativos, mas caíram ligeiramente menos do que no mês anterior. Segundo o INE, a variação homóloga dos preços na energia passou de -2,4% em dezembro, para -2,2% em janeiro.
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