Sábado – Pense por si

SIGA-NOS NO WHATSAPP
Não perca as grandes histórias da SÁBADO

Governo defende que PSU é um incentivo ao trabalho

As mais lidas

"Nós temos de criar incentivos para que todos possam estar no mercado de trabalho e é isso que a PSU faz", disse Miranda Sarmento.

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, defendeu esta quinta-feira que a reforma do sistema de apoios sociais que o Governo português prepara, a Prestação Social Única (PSU), é um incentivo ao trabalho, já que evita "desperdiçar mão-de-obra".

Ministro de Estado e das Finanças Joaquim Miranda Sarmento
Ministro de Estado e das Finanças Joaquim Miranda Sarmento Sérgio Lemos/MediaLivre

"O que nós juntamos à PSU, à prestação social única, que unifica 13 prestações sociais, é um incentivo ao trabalho. Porquê? Porque há hoje situações de pessoas que estando a receber prestações sociais, se entrarem no mercado de trabalho, o seu rendimento líquido diminui e isso cria um incentivo negativo para que essas pessoas possam vir para o mercado de trabalho", afirmou Joaquim Miranda Sarmento.

Falando aos jornalistas portugueses no Luxemburgo, à chegada para a reunião do Eurogrupo e na véspera do início da discussão na generalidade, o governante assinalou que "um dos principais problemas da economia portuguesa é a falta de mão-de-obra em todos os setores", dado que Portugal está a "desperdiçar mão-de-obra com este incentivo negativo que é dado pelo atual regime de prestações sociais", situação que a PSU pretende alterar.

"Nós temos de criar incentivos para que todos possam estar no mercado de trabalho e é isso que a PSU faz", adiantou Joaquim Miranda Sarmento.

No final de maio passado, o Governo aprovou a PSU, a reforma dos apoios que prevê fundir cerca de 13 prestações sociais numa única prestação, com regras mais uniformes e um processo de atribuição simplificado, iniciando-se agora o debate na generalidade no parlamento português.

De acordo com o executivo, a medida reduz burocracia, melhora a gestão dos apoios e torna o sistema mais transparente, mas a oposição, sobretudo o PS, pede mais detalhes sobre critérios de elegibilidade, valores e impacto nos atuais beneficiários, tendo já avisado que poderá votar contra a proposta tal como está.