Tinham sido registados constrangimentos na circulação ferroviária provocados pela vaga de calor.
A CP repôs hoje a totalidade da oferta comercial, após a descida das temperaturas, mantendo medidas preventivas nos comboios de longo curso, depois dos constrangimentos provocados pela vaga de calor na circulação ferroviária.
CP, comboios de PortugalJoão Miguel Rodrigues/Correio da Manhã
Numa nota informativa, a CP - Comboios Portugal informou que voltou a disponibilizar toda a oferta comercial, embora continue a gerir a ocupação de alguns comboios de longo curso, através do bloqueio da venda de lugares em circulações e horários considerados mais críticos.
A empresa manterá igualmente o reforço da informação aos clientes, sensibilizando-os para a adoção de comportamentos preventivos durante as viagens, bem como a disponibilização de água em várias estações e pontos estratégicos da rede.
Para assegurar melhores condições de climatização, os comboios parqueados continuarão com as cortinas fechadas e, sempre que operacionalmente viável, permanecerão ligados durante o período de parqueamento.
A transportadora acrescentou que continuará a acompanhar a evolução das condições meteorológicas, mantendo como prioridade a segurança dos clientes e dos trabalhadores.
Nos últimos três dias, a empresa cancelou preventivamente 18 ligações intercidades devido às temperaturas excecionalmente elevadas, justificando a decisão com a necessidade de reduzir o risco de degradação das condições de refrigeração a bordo e proteger o conforto e o bem-estar de passageiros e trabalhadores.
No domingo, a transportadora esclareceu ainda que o impacto do calor extremo não se limitou ao material circulante, afetando também componentes da infraestrutura ferroviária, como sistemas de sinalização, catenária e aparelhos de mudança de via.
A CP explicou que o risco de incêndio obrigou igualmente à interrupção ou retenção temporária de comboios em alguns troços da rede, sempre que existiram fogos junto à via férrea que impediam a circulação em segurança.
Na mesma ocasião, a empresa rejeitou que os constrangimentos estivessem relacionados com falta de manutenção dos sistemas de ar condicionado dos comboios em circulação, assegurando que as manutenções periódicas são realizadas e admitindo apenas que algumas séries mais antigas apresentam limitações face aos atuais padrões de climatização.
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