BPI paga primeiro dividendo em nove anos e entrega 140 ME ao CaixaBank

Lusa 29 de abril de 2019
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O acionista único do BPI, aprovou a distribuição de dividendos no valor de 140 milhões de euros, sendo a primeira vez em nove anos que o banco remunera os acionistas.

O acionista único do BPI, o espanhol CaixaBank, aprovou esta segunda-feira a distribuição de dividendos, relativos aos resultados de 2018, no valor de 140 milhões de euros, sendo a primeira vez em nove anos que o banco remunera os acionistas.

"O Banco BPI informa que, por deliberação tomada hoje pelo seu acionista único, foram aprovados o Relatório e Contas Consolidado e as Demonstrações financeiras e notas individuais relativas ao exercício de 2018 e a proposta do Conselho de Administração do Banco BPI para a distribuição de dividendos, referentes aos resultados de 2018, no montante de 140 milhões de euros", informa o banco liderado por Pablo Forero num comunicado divulgado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Num outro comunicado, o BPI indica que "o 'payout' aprovado corresponde a 31% do lucro líquido individual do BPI em 2018 (excluindo a mais-valia potencial decorrente da reavaliação da participação no BFA [Banco de Fomento Angola])".

O 'payout' corresponde à parcela do lucro líquido que a empresa distribui aos acionistas na forma de dividendos.

O banco refere, no mesmo documento, que a sua política de dividendos prevê "a distribuição de um dividendo anual tendencialmente situado entre 30% e 50% do lucro líquido apurado nas contas individuais do exercício a que se reporta, tendo em conta um juízo prudente face à situação concreta do banco e a satisfação permanente de níveis adequados de liquidez e solvabilidade".

O BPI teve um lucro líquido consolidado de 490,6 milhões de euros em 2018, muito acima do resultado de 10,2 milhões de euros registados em 2017, divulgou a 01 de fevereiro o banco liderado por Pablo Forero.

A instituição liderada por Pablo Forero explica hoje que "a aprovação do primeiro dividendo em nove anos traduz a total normalização do banco, reforçada pelo recente regresso ao mercado institucional, após uma ausência pelo mesmo período, para colocar uma emissão de Obrigações Hipotecárias de 500 milhões de euros".
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