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Apple avança com aumentos de até 400 euros nos MacBook e iPad

O aumento mais suave é no mais recente MacBook Neo, que foi apresentado ao mercado em março como o computador mais barato da marca da maçã. Em Portugal, os preços sobem até 400 euros, sendo ainda desconhecido qual o preço que a próxima geração de iPhones irá ter.

Tim Cook sinalizou que os "chips" de memória tinham sofrido um aumento de preço "insustentável" para a Apple, e a empresa optou por começar já a praticar novos preços nos MacBook e nos iPad. A etiqueta de preços sobe entre os 100 e os 400 euros.

Apple atinge brevemente os 4 biliões de dólares em bolsa
Apple atinge brevemente os 4 biliões de dólares em bolsa Hannes P. Albert/picture-alliance/dpa/AP Images

As lojas digitais da Apple ficaram indisponíveis durante um breve período da manhã. Foi o tempo suficiente para mudar o preço dos vários aparelhos multimédia, deixando de fora os iPhones, até porque vai sair uma nova versão em setembro.

"A indústria de eletrónica de consumo está a enfrentar um desafio sem precedentes. A rápida expansão dos centros de dados de inteligência artificial gerou um aumento extraordinário na procura por 'chips' de memória e armazenamento", explica a empresa em comunicado, acrescentando que "nunca vimos os preços de um componente subirem tanto e tão rapidamente".

A rápida expansão dos centros de dados de inteligência artificial gerou um aumento extraordinário na procura por 'chips' de memória e armazenamento. Apple

E os aumentos não foram simpáticos para os consumidores, com dispositivos a terem um incremento de 400 euros. "Sabemos que esta não é uma boa notícia e estamos a trabalhar de forma incansável para encontrar soluções", justificou a empresa de Cupertino, apontando a necessidade de "começar a aumentar os preços de vários produtos". 

Nos Estados Unidos da América, os aumentos vão dos 100 aos 300 dólares. Em Portugal, a história é diferente, englobando um total de oito equipamentos.

Por exemplo, o MacBook Neo, que foi apresentado como o computador "low-cost" da marca da maçã em março, tem um aumento de 100 euros, passando agora a ter um preço a partir de 799 euros. Numa versão superior, o MacBook Air de 13 polegadas e 512 GB, que arrancou nos 1.249 euros, passa a custar 1.449 euros, mais 200 euros.

Sabemos que esta não é uma boa notícia e estamos a trabalhar de forma incansável para encontrar soluções. Apple

E a linha Pro não fica de fora. A versão base deste modelo estava à venda por 1.949 euros, tendo verificado agora um incremento de 300 euros, passando a custar um mínimo de 2.249 euros. Se quiser comprar a versão de 16 polegadas, é preciso pagar mais 400 euros, uma vez que o aparelho passou dos 3.099 para 3.499 euros. 

As mudanças nos iPad são mais simpáticas, mas podem levar a que os consumidores decidam não fazer a renovação dos seus modelos. Os iPad Air de 11 e 13 polegadas passam a custar 829 e 1.029 euros, respetivamente, significando mais 150 euros em cada um dos dispositivos eletrónicos. 

Quem quiser comprar um MacBook Pro de 16 polegadas da Apple vai ter de pagar mais 400 euros a partir desta quinta-feira. 

Já as versões Pro, também de 11 e 13 polegadas, sofrem um aumento de 200 euros cada. Assim, o de 11 polegadas passa a ter um preço de venda de 1.329 euros e o de 13 polegadas custa 1.679 euros.

Por conta deste anúncio, que não terá apanhado muitos de surpresa, uma vez que o aumento de preços do iPhone 18 já estava sinalizado e o aparelho ainda nem chegou ao mercado, as ações da Apple fecharam em queda. A empresa da maçã, ainda liderada por Tim Cook, que será substituído por John Ternus, perdeu mais de 6% para 275,15 dólares. Ainda assim, a empresa mantém uma capitalização superior a quatro biliões de dólares. Resta saber se continuará assim até à próxima apresentação de resultados, que acontece a 30 de julho.