80% das imobiliárias venderam menos casas. Mas os preços não desceram

Lusa 16 de junho de 2020
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"Se na última crise havia um excesso de oferta que motivava uma descida dos preços, desta vez verifica-se ausência de 'stock'", explica o presidente da APEMIP.

Cerca de 80% das imobiliárias sofreram uma quebra nas vendas de maio, em comparação com igual mês do ano passado, segundo um inquérito realizado pela associação do setor (APEMIP) que sinaliza a manutenção dos preços dos imóveis.

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De acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o inquérito referente ao mês de maio, "revela algum otimismo das empresas, apesar da quebra do volume de negócios".

Os resultados do estudo indicam que 81,1% das empresas sofreram uma quebra do volume de negócios, em comparação com igual período do ano anterior.

A procura também caiu para 64,5% das imobiliárias, no entanto, de acordo com 83,9% das mediadoras, os preços dos imóveis disponíveis para venda mantiveram-se, contra 15,5% que indicaram descida de preços.

"Os números apresentados vão ao encontro daquilo que tenho vindo a dizer publicamente. Não há nenhuma justificação para que haja uma quebra de preços, a não ser pela correção de valores que estavam especulados", refere o presidente da APEMIP, Luís Lima, citado na nota.

"Se na última crise havia um excesso de oferta que motivava uma descida dos preços, desta vez verifica-se ausência de 'stock', sobretudo nos segmentos médio e médio baixo, onde continua a haver falta de casas que suprimam as necessidades da procura", acrescenta.

Ainda de acordo com os dados da associação, 72,1% das imobiliárias revelaram ter reaberto as portas ao público logo na primeira fase de desconfinamento (iniciada a 04 de maio) sem grandes dificuldades no cumprimento das novas regras de higiene e segurança.

No entanto, o representante das imobiliárias considera que apesar destas empresas terem reaberto, continuam a não operar na totalidade.

O inquérito realizado 'online', decorreu entre 3 a 12 de junho, e contou com a participação de cerca de 4.000 empresas de mediação imobiliária licenciadas a operar em Portugal, indica a APEMIP.

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