Preços dos combustíveis voltam a disparar: gasóleo sobe 10,5 cêntimos e gasolina 11
Depois de uma subida recorde no início da semana, os combustíveis preparam-se para novo salto nas bombas a partir da próxima segunda-feira, pressionados pela escalada do conflito no Médio Oriente e constrangimentos no estreito de Ormuz
A partir de segunda-feira, os postos de abastecimento vão voltar a refletir os efeitos da crise energética internacional. Os preços dos combustíveis vão disparar, com o gasóleo simples a ficar 10,5 cêntimos mais caro e a gasolina simples 95 a disparar 11 cêntimos por litro, revelou fonte do setor ao Negócios, explicando que a média final só fica fechada ao final do dia e poderá haver alterações.
Com esta nova atualização, o preço médio do gasóleo simples poderá aproximar-se dos 1,922 euros por litro, enquanto o da gasolina simples 95 deverá rondar os 1,886 euros, tendo por base os valores divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia.
A semana já tinha começado com um aumento expressivo: o gasóleo subiu 19 cêntimos por litro, embora sem o mecanismo de mitigação fiscal aplicado pelo Governo a subida rondasse os 25 cêntimos. No caso da gasolina, o aumento foi de 7 cêntimos, pelo que e o desconto não se aplicou.
Na segunda-feira, 9 de março, o preço médio do gasóleo simples estava nos 1,817 euros e o da gasolina simples 95 em 1,776 euros por litro.
Recorde-se que o custo dos combustíveis na bomba dependerá sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra. Os hipermercados mantêm as ofertas mais competitivas nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos operadores do segmento low cost.
A pressão sobre os preços surge num contexto de forte instabilidade no mercado petrolífero. O conflito no Médio Oriente levou os preços do crude a disparar, chegando a negociar perto dos 120 dólares por barril. Esta sexta-feira, o barril de Brent negoceia em torno dos 102 dólares.
Para tentar estabilizar o mercado, os países da Agência Internacional da Energia (AIE) decidiram libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, numa tentativa de compensar a quebra de oferta global provocada pela interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz.
Também Portugal vai contribuir para este esforço. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o país irá libertar 2 milhões de barris das suas reservas estratégicas, o equivalente a cerca de 10% do total armazenado.
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(Notícia atualizada às 11h20 com novos valores)