Antiga sede do Conselho de Ministros passa para Câmara de Lisboa e vai servir para habitação acessível
Anúncio foi feito pelo primeiro-ministro durante um encontro tripartido com com os presidentes das câmaras municipais de Lisboa e Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte. A cidade Invicta vai ter um distrito económico e empresarial.
A antiga sede do Conselho de Ministros, na rua Gomes Teixeira, vai ser entregue à Câmara de Lisboa, a qual irá construir apartamentos a preços acessíveis para alojar profissionais ligados à administração pública de que a capital tem falta, por exemplo, polícias, médicos, professores e bombeiros. O anúncio da transferência foi feito esta terça-feira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante a primeira reunião tripartida com os presidentes das câmaras municipais de Lisboa e Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte.
No caso da Gomes Teixeira, Luís Montenegro adiantou que o imóvel, localizado no bairro de Campo de Ourique, ficará exclusivamente afeto a políticas locais de habitação durante um período mínimo de 25 anos. “A afetação daquele edifício será exclusiva para políticas locais de habitação com o objetivo de aumento da oferta habitacional”, sublinhou. O edifício teria um valor comercial de 25 milhões de euros caso fosse colocado no mercado. Carlos Moedas revelou que irão ser criadas 90 habitações neste imóvel.
Este primeiro encontro realizou-se na cidade do Porto e o chefe do Governo aproveitou a ocasião para anunciar um projeto que irá transformar a configuração urbana da cidade Invicta, o qual passa pelo "enterramento" da Avenida da Associação Empresarial de Portugal (AEP).
O objetivo é o de unir as duas margens de Ramalde para dar lugar ao futuro Distrito Económico e Empresarial do Porto, um "hub" tecnológico e de serviços que pretende atrair empresas de valor acrescentado e criar até 35 mil novos postos de trabalho. O projeto contempla igualmente a construção de seis mil habitações destinadas à classe média. "A nossa intenção é criar um grande parque de habitação, espaços empresariais, serviços e espaço público com áreas verdes para usufruto das comunidades", explicou Pedro Duarte.
Luís Montenegro avançou igualmente com um anúncio transversal à duas cidades, o de que os comandos metropolitanos da PSP do Porto e de Lisboa serão reforçados com 200 novos agentes para cada uma destas estruturas. A ideia prosseguir "esta política de assumir a segurança como um pilar fundamental do bem-estar, da qualidade de vida e também da atratividade e do esforço de desenvolvimento económico dos dois territórios", disse o primeiro-ministro.
As reuniões entre o primeiro-ministro e os líderes autárquicos das duas maiores cidades do país terão um caráter semestral. A próxima irá realizar-se no mês de novembro, em Lisboa.