O dois em um: La Mano de D10S e o golo do século

O dois em um: La Mano de D10S e o golo do século
João Carlos Silva 22 de junho de 2018

O mito de Maradona assenta muito em dois momentos de genialidade servidos aos 115 mil que encheram o estádio Azteca em 22 de Junho de 1986

Pouco depois da estreia / "Maradó! Maradó!", / Foi a bancada que gritou / "Maradó! Maradó!".  O seu sonho tinha uma estrela / cheia de golo e de fintas... / e todo o povo cantou: / "Maradó! Maradó!", nasceu a Mão de Deus, "Maradó! Maradó!". Semeou alegria no povo, / Regou de glória este solo... / Olé,olé, olé, olé, Diego, Diego.

Poucos futebolistas podem presumir de ter músicas que lhes são dedicadas. Quase nenhuns os que podem dizer que um golo seu foi tema de uma canção. O argentino Diego Armando Maradona é um desses muito poucos. Esta é a letra de uma música de Rodrigo Bueno (publicada em 2000, após a morte do artista num acidente, aos 27 anos, uma tragédia que acabou por transformá-lo também num ídolo argentino).

La Mano de Dios é sobre aquele momento do dia 22 de Junho de 1986 em que, a meio da tarde, no estádio Azteca da Cidade do México, aconteceu um dos raros episódios imortalizados na história do futebol. Na verdade foram dois, nesse jogo dos quartos-de-final do Campeonato do Mundo, para sorte dos 115 mil presentes nas bancadas.

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