Covid-19: Governo italiano quer Serie A parada e jogos com público só com vacina

Lusa 14 de abril de 2020
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Subsecretária do ministério da saúde italiano diz que debate do regresso do futebol "não é uma prioridade".

O governo italiano afirmou, esta terça-feira, que, neste momento, o regresso da Serie A de futebol não é prioritário para o país e avançou que os estádios só deverão voltar a estar cheios quando existir uma vacina para o novo coronavírus.

Juventus Ronaldo
Juventus Ronaldo REUTERS/Massimo Pinca

"Vejo o regresso do futebol muito difícil e penso que esse debate não é, neste momento, uma prioridade. Mesmo com jogos à porta fechada, penso que no próximo mês o futebol não deve voltar. E, com isso, também penso que nada de catastrófico acontecerá ao futebol. Só voltaremos a ver estádios cheios quando existir total segurança e quando existir uma vacina", afirmou a subsecretária do ministério da saúde italiano, Sandra Zampa, em declarações à RaiNews24.

A Liga italiana está parada desde o início de março, devido à pandemia de covid-19, assim como o futebol em quase todo o mundo, incluindo Portugal.

Na semana passada, o organismo responsável pela organização da Serie A disse estar "a seguir a evolução da situação e em estreita coordenação" com a UEFA, Federação italiana de futebol e Associação de Clubes Europeus (ECA) e reforçou que a competição apenas será retomada "quando as condições de saúde pública e o governo assim o permitirem".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 973 mil infetados e mais de 81 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 20.465 óbitos e mais de 159 mil casos confirmados.

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