A seis atletas da Rússia e quatro da Bielorrússia foram atribuídas vagas pelo Comité Paralímpico Internacional (IPC) para participar nos Jogos.
Vários países, incluindo França, Alemanha e Canadá anunciaram esta quinta-feira que não participarão na cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos Milão-Cortina, em protesto contra a presença de atletas russos e bielorrussos autorizados a competir com os respetivos símbolos nacionais.
Jogos Paralímpicos de InvernoAP
Seis atletas da Rússia e quatro da Bielorrússia aos quais foram atribuídas vagas pelo Comité Paralímpico Internacional (IPC) para participar nos Jogos, entre sexta-feira e 15 de março, já não necessitarão de disputar a competição com símbolos neutros, um precedente que outros organismos desportivos poderão seguir.
A sanção, que estava em vigor desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, foi agora revogada, tendo o presidente do IPC, Andrew Parsons explicado que o seu levantamento "foi aprovado por maioria, refletindo o princípio democrático do órgão".
Parsons acrescentou que "a decisão não agrada a todos os países, mas a liberdade de expressão e a democracia garantem que cada comité possa manifestar a sua opinião e escolher se participa ou não na cerimónia".
A Ucrânia não escondeu a indignação logo após o anúncio do IPC de autorizar a participação dos atletas russos e bielorrussos com os hinos e as bandeiras nacionais, em 17 de fevereiro, e rapidamente foi secundada no boicote por República Checa, Finlândia, Polónia, Estónia e Letónia.
A 14.ª edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Milão-Cortina, que começa sexta-feira, marca a estreia de Portugal na competição, que junta mais de 650 atletas, de 50 países, entre os quais Rússia e Bielorrússia.
Aos 28 anos, o snowboarder Diogo Carmona, que participou em várias séries televisivas e perdeu parte da perna esquerda num acidente com um comboio, é o protagonista da estreia lusa na competição, que decorrerá nos mesmos palcos dos Jogos Olímpicos de Inverno, disputados recentemente.
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