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Aos 13 anos Alysa tornou-se a mais jovem campeã feminina dos Estados Unidos em patinagem artística e uma das mais jovens a conseguir aterrar um quádruplo lutz. Reformou-se pouco tempo depois e agora, aos 20 anos, voltou para competir nos Jogos Olímpicos.
Em 2025, a poucos minutos da casa onde Donna Summer cresceu, em Boston, nos Estados Unidos, Alysa Liu de 19 anos patinou ao som da sua música "McArthur Park" e sagrou-se campeã mundial de patinagem artística. Esta seria a primeira vitória desde que se ausentou do desporto aos 16 anos. Agora, aos 20, compete nos seus segundos Jogos olímpicos de inverno e tem como objetivo divertir-se, sem pressão e nos seus próprios termos.
Alysa Liu a competir nos Jogos Olímpicos de Inverno em MilãoAP
Alyssa começou a patinar aos cinco anos e foi o seu pai que a introduziu ao desporto por achar uma boa atividade para a filha canalizar a sua energia. Oito anos depois, aos 13, tornou-se a mais jovem campeã feminina dos Estados Unidos na modalidade e uma das mais jovens a conseguir aterrar um quádruplo lutz, um dos saltos mais complexos da patinagem artística que requer quatro rotações no ar.
Na década de 80 o seu pai, Arthur Liu, foi um dos organizadores dos protestos da Praça Tiananmen na China e foi obrigado a fugir do país. Chegou aos Estados Unidos com nada e construiu na zona de São Francisco a sua vida, tendo estabelecido uma carreira em advocacia e tido cinco filhos com a ajuda de uma barriga de aluguer. Alysa é a mais velha e gerir a carreira de patinagem da filha tornou-se o seu segundo trabalho (igualmente a tempo inteiro).
Em entrevista ao programa norte-americano 60 minutos, Alysa admitiu que patinava todos os dias quando tinha 13 e 14 anos, descrevendo a sua infância como “anormal”. Os treinadores e coreógrafos diziam-lhe o que vestir, quando treinar, com que música patinar e quanto comer. “Quando se é criança, não se sabe o que se quer, a patinagem parecia quase uma responsabilidade e um fardo”, revela.
Aos 14 anos Liu conquistou outro título norte-americano, mas em 2020 com a pandemia tudo mudou. A sua pista de gelo local encerrou, o que fez com que a jovem pudesse descansar pela primeira vez em anos. “Esperava que as pistas não abrissem”, relembra, e quando abriram ela regressou sem grande entusiasmo ao gelo. Em 2022 integrou a equipa olímpica dos Estados Unidos em Pequim e ficou em sexto lugar, mas estava farta de patinagem artística e anunciou a sua reforma através do Instagram.
“Foi um momento crucial na minha vida”, afirma ao programa, “eu tinha 16 anos, a faculdade estava a chegar e eu queria fazer tantas coisas”. Durante a sua pausa viajou até ao Nepal, escalou até ao acampamento base do Everest, e fez viagens de carro com as suas amigas. “Foi a melhor época da minha vida”, reforça.
Em nenhum momento pensou em regressar à patinagem, muito menos às competições, mas depois de dois anos de ter estado parada, Alysa voltou, sem ninguém saber, a calçar os patins. “Não planeava voltar às competições, queria apenas doses rápidas de dopamina”, brinca. Mas pouco tempo depois começou a perceber que queria mais, tanto que ligou ao seu treinador Phillip DiGuglielmo para lhe contar as boas notícias.
Rapidamente o treinador tentou dissuadi-la: “Eu pensei: ‘Isto é uma péssima ideia’ e disse-lhe que outras pessoas já tinham tentado [regressar] e foi difícil porque elas eram mais velhas, ao que ela me diz: ‘tenho apenas 18 anos’”.
Ao regressar, Alysa deixou claro que seria ela a mandar no seu futuro, a escolher a música do seu programa, a ajudar no processo criativo, a determinar os momentos de descanso e sobretudo, a decidir o que comer. “Ninguém me iria deixar passar fome outra vez e iria dizer o que eu podia ou não comer”, nota.
Em junho de 2024 começou a treinar a tempo inteiro. No início o objetivo era ver até onde ela conseguia ir. Estava em baixo de forma mas rapidamente os saltos e a “magia” regressaram. “Havia algo de diferente na forma como ela movia o corpo, já não era de uma criança”, recorda o treinador, “com ela no comando, é uma patinadora melhor, é tudo colaborativo”.
Hoje em dia, com o seu famoso cabelo às riscas loiro e castanho escuro, Alysa admite que não se vê como uma atleta, mas como artista e não se sente pressionada para conseguir o ouro em Milão. “Estou animada para entusiasmar as pessoas, para lhes proporcionar uma experiência, seja ela negativa ou positiva”, afirma. Esta sexta-feira a jovem de 20 anos voltou ao palco olímpico, tendo ajudado a equipa dos Estados Unidos de patinagem artística a alcançar temporariamente o primeiro lugar, mas o verdadeiro desafio será no dia 19, onde irá competir para o ouro em patinagem livre.
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