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Mundial2026: Somália lamenta proibição de entrada de árbitro e pede explicações

Lusa 09 de junho de 2026 às 11:38

Governo da Somália está a trabalhar para "através da via diplomática" falar com "as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA para obter uma explicação clara sobre o assunto".

O governo da Somália considerou esta terça-feira "lamentável" a nos Estados Unidos imposta a Omar Abdulkadir Artan, que deveria ser o primeiro somali a arbitrar jogos do Mundial2026 de futebol, e exigiu explicações.

Árbitro Omar Artan impedido de entrar nos Estados Unidos AP/Mosa'ab Elshamy,

Em comunicado, o ministério de Juventude e Desporto da Somália, explicou que está a trabalhar em articulação com o ministério dos Negócios Estrangeiros para "através da via diplomática" falar com "as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA para obter uma explicação clara sobre o assunto".

"Toda esta situação é lamentável" refere o comunicado, acrescentando que Artan "tem sempre representado o pais e o desporto somali com profissionalismo".

O comunicado considerou a chamada de Artan ao Mundial2026, que começa na quinta-feira, "um motivo de orgulho para todos os somalis e reflete o crescimento sustentado do desporto no país".

Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, citado no comunicado, agradece "à família do futebol" as mensagens de apoio recebidas, e deseja "muito sucesso" a todos os colegas que estarão no Mundial.

"Apesar das circunstâncias, manteno uma atitude positiva e estou centrado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro.", afirma.

Na segunda-feira, Omar Abdulkadir Artan viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que vai receber o Mundial2026, juntamente com o Canadá e o México.

Em comunicado, a FIFA confirmou que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar ou apitar jogos do Mundial2026, depois de lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos.

A entidade que organiza o Campeonato do Mundo sublinhou que "não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos", e que foi informada pelas autoridades de que "a situação do senhor Artan não será alterada neste momento".

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