Mundial2026: Irão exige garantias da FIFA para participar na competição
O presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFI) afirmou que, em caso de insultos, "será dada uma resposta proporcional" e "existe a possibilidade de a equipa regressar ao país".
O presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFI) afirmou que a FIFA deve oferecer garantias para a participação da seleção iraniana no Mundial dos Estados Unidos, assegurando que não haverá insultos contra as instituições oficiais e militares iranianas.
"Precisamos de receber as garantias necessárias da FIFA para participar nesta competição, para que incidentes semelhantes a situações passadas não se repitam", disse MehdiTaj aos jornalistas na terça-feira à noite, segundo a agência de notícias IRNA.
O dirigente iraniano indicou que a presença do seu país no Mundial depende de uma reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que poderá ter lugar em Zurique, na Suíça, nas próximas semanas, e exigiu que o país anfitrião garanta "absoluto respeito" pela comitiva iraniana.
"Não teremos problemas em participar, desde que não haja insultos, especialmente dirigidos às instituições oficiais e militares do país", declarou Taj, numa aparente referência à Guarda Revolucionária iraniana, considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
O presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFI) afirmou que, em caso de insultos, "será dada uma resposta proporcional" e "existe a possibilidade de a equipa regressar ao país".
Taj, antigo membro da Guarda Revolucionária, recordou ainda o sucedido no Canadá, país para o qual viajou no final de abril para participar no 76.º Congresso da FIFA, mas de onde decidiu regressar ao Irão depois de ter sido insultado num escritório de imigração canadiano em Toronto.
Os meios de comunicação social canadianos, no entanto, noticiaram que Taj foi deportado devido à sua antiga filiação na força militar de elite, designada organização terrorista pelo Canadá em 2014.
A participação do Irão no Mundial continua confirmada, segundo a FIFA, embora o acesso das delegações e dos membros da equipa continue sujeito às políticas de imigração dos países anfitriões: Estados Unidos, Canadá e México.
O Irão e os Estados Unidos estão em guerra, depois de Washington ter iniciado o conflito contra a República Islâmica, a 28 de fevereiro, que está agora suspenso devido a um cessar-fogo.
Recentemente, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que não haveria problema em autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, que vão disputar os seus jogos da fase de grupos em Santa Clara, na Califórnia, e em Seattle, mas que a equipa técnica da Federação Iraniana de Futebol, que Washington alega ter ligações à Guarda Revolucionária, não teria permissão para entrar no país.
O Irão qualificou-se para o Mundial depois de liderar o Grupo A na terceira ronda das eliminatórias da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e está no Grupo G com a Nova Zelândia, Bélgica e Egito.