“Os senhores vendiam os filhos que tinham com as escravas”

“Os senhores vendiam os filhos que tinham com as escravas”
Susana Lúcio 19 de março de 2017

O historiador Arlindo Manuel Caldeira passou dois anos na Torre do Tombo a investigar o quotidiano dos milhares de escravos que foram trazidos para Portugal a partir do século XV e XVI.

O historiador Arlindo Manuel Caldeira passou dois anos na Torre do Tombo a investigar o quotidiano dos milhares de escravos que foram trazidos para Portugal a partir do século XV e XVI. No livro Escravos em Portugal, Das Origens ao Século XIX, nas livrarias desde a semana passada, conta como a escravatura fazia parte do dia-a-dia dos portugueses de então e revelou alguns pormenores à SÁBADO. 


1.Japoneses, chineses e indianos também foram escravizados em Portugal.

A escravatura branca é menos conhecida que a dos africanos. Mas a escravatura não pode estar associada à cor da pele. Isso já é uma atitude racista. No século XVI, a maioria dos escravos em Portugal eram mouriscos da Península Ibérica e do Norte de África. Também havia japoneses, chineses e indianos. Os japoneses desapareceram porque foi proibido por lei, uma vez que dificultava a evangelização, e o contacto com o Japão também diminuiu. Mas os chineses e indianos continuaram a vir, em baixo número, até ao século XVIII.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais