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Os mistérios sobre a vida de Luís Vaz de Camões

Vanda Marques
Vanda Marques 28 de maio de 2024 às 23:00

Não se lhe conhece a letra, tão-pouco a cidade onde nasceu. Existem oito documentos e quatro cartas que ajudam a resolver o enigma. Boémio, arruaceiro, com uma memória e cultura prodigiosa, era um apaixonado que morreu pobre. Saiba o que os investigadores descobriram sobre como viveu.

Ruivo, com uma pala no olho, Camões não passava despercebido. Pertencia à pequena nobreza e não tinha fortuna. Já tinha servido em Ceuta como soldado, quando surgiu o primeiro documento oficial sobre a sua vida. Em 1553, já com 29 anos, Luís Vaz de Camões é mencionado na carta de perdão do Rei D. João III a libertá-lo do cárcere em Lisboa por ter agredido um homem. A prova documental está guardada na caixa-forte da Torre do Tombo, em Lisboa.

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Adeus, América

Há alturas na vida de uma pessoa em que não vale a pena esperar mais por algo que se desejou muito, mas nunca veio. Na vida dos povos é um pouco assim também. Chegou o momento de nós, europeus, percebermos que é preciso dizer "adeus" à América. A esta América de Trump, claro. Sim, continua a haver uma América boa, cosmopolita, que gosta da democracia liberal, que compreende a vantagem da ligação à UE. Sucede que não sabemos se essa América certa (e, essa sim, grande e forte) vai voltar. Esperem o pior. Porque é provável que o pior esteja a chegar.