O sonderkommando Marcel sonhava vingar-se de Auschwitz numa carta

O sonderkommando Marcel sonhava vingar-se de Auschwitz numa carta
Leonor Riso 12 de outubro de 2017

"Todos sofremos coisas que a mente humana não consegue imaginar", escreveu este judeu grego. Papéis foram encontrados enterrados.


Em 1944, Marcel Nadjari vivia no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Este prisioneiro judeu, oriundo da Grécia, integrava os Sonderkommando: o grupo que se encarregava das cruéis tarefas de levar pessoas para as câmaras de gás e depois, de retirar os corpos de lá, até aos crematórios.

Marcel e quatro colegas documentaram a sua terrível experiência através de cartas que deixou enterradas por baixo do crematório III. Eram nove e estavam dentro de um termos, enroladas numa bolsa de pele, indica o Deutsche Welle

"Todos sofremos coisas que a mente humana não consegue imaginar", escreveu Nadjari. "Debaixo de um jardim, há duas caves sem fim: uma é para as pessoas se despirem, e a outra é uma câmara de gás. As pessoas entram nuas e quando está cheia com cerca de 3 mil pessoas lá dentro, é fechada e entra o gás."

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