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O racismo do rabo grande

Susana Lúcio
Susana Lúcio 27 de dezembro de 2022 às 08:00

Ter um traseiro como o de Kim Kardashian tem sido um desejo feminino. Mas a obsessão é mais antiga. Um novo livro revela que terá começado com a exibição em circos de uma mulher negra escravizada.

A fumar cachimbo e seminua, Sarah Baartman era apresentada em palco como uma aberração da natureza. A mulher de etnia khoikhoi, um povo indígena africano, tinha um rabo volumoso para os padrões ocidentais, resultado de uma acumulação natural de gordura nas nádegas, conhecida como esteatopigia. Em 1810, homens e mulheres pagavam para poder ver e tocar na Vénus Hotentote, como era exibida.

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