No Vaticano com José Rodrigues dos Santos

No Vaticano com José Rodrigues dos Santos
Dulce Garcia 26 de novembro de 2016

É possível ir a Roma e não ver o Papa? O herói do novo livro de José Rodrigues dos Santos não só o viu como até o tentou livrar do Estado Islâmico. Na vida real, acompanhámos o escritor bestseller às entranhas da Igreja Católica

É de desconfiar sempre que alguém diz: "Não se assuste." E foi o que disse a responsável de comunicação da editora Gradiva quando enviou para a SÁBADO as fotocópias de Vaticanum, segundo livro que José Rodrigues dos Santos lança este ano depois de As Flores de Lótus, e que retoma as façanhas do destemido historiador-fetiche, Tomás Noronha.

Assustei-me, claro. Alguém faz ideia do volume de papel que comporta um romance de 600 páginas antes de ser impresso? Pois… Havia, porém, urgência em atacar a coisa, a dois dias de acompanhar o autor a Roma para confirmar alguns factos da narrativa que culmina com o rapto do Papa pelo Estado Islâmico e uma ameaça de assassinato.
O combinado era encontrar o jornalista e escritor na Praça de S. Pedro, local onde se passa boa parte de Vaticanum, às 14 horas de um dia tórrido do fim de Julho. Rodrigues dos Santos já estava em Roma, vindo de Veneza, a gozar férias com a família. À capital italiana chegou, porém, só com a mulher Florbela, de 51 anos, e a filha Inês, de 17. Catarina, a mais velha, de 25 anos, formada em Medicina, deixou-os em Veneza para regressar ao país onde vive e trabalha, o Reino Unido.

A primeira surpresa após o encontro com o escritor foi a indumentária. Não era suposto vê-lo enfrentar a brasa de Julho e as catacumbas de fato e gravata mas os jeans brancos, a T-shirt vermelha e as alpercatas parecem definitivamente estranhas no corpo do mais famoso pivô da RTP.

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