Sábado – Pense por si

No Brasil, a ficção ajuda a sobreviver ao vírus do preconceito

Rita Bertrand 16 de agosto de 2020 às 10:00

Em Boca a Boca, os beijos dos adolescentes provocam uma pandemia e os conservadores deitam as culpas à leviandade dos tempos, lendo-a como castigo. É mais uma prova de vitalidade da ficção no Brasil

Esmir filho, o criador deBoca a Boca, novidade na Netflix, diz que "a série é sobre o vírus do conservadorismo". Foi na epidemia de sida, motivo de preconceitos face aos doentes, muito para lá dos comportamentos de risco, que se apoiou para engendrar esta história entre a ficção científica e othriller, com ação numa cidade brasileira imaginária, chamada Progresso - na realidade filmada a 269 quilómetros de Brasília, em Goiás Velho.

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