ILGA: discriminação contra LGBT na saúde "é transversal"

ILGA: discriminação contra LGBT na saúde 'é transversal'
Leonor Riso 14 de novembro de 2016

Nuno Pinto, o presidente da associação, considera as declarações de Maria José Vilaça “inadmissíveis”, mas recorda que muitos médicos pensam que homossexualidade é doença

A ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero considera que a psicóloga Maria José Vilaça proferiu declarações "inadmissíveis" que vão contra o Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos, mas que a discriminação é transversal na área da saúde. Vilaça é líder da Associação de Psicólogos Católicos e alvo de várias críticas por ter comparado numa entrevista ter um filho homossexual a ter um filho toxicodependente.

"‘Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.’ É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom", afirmou a psicóloga.

Para Nuno Pinto, presidente da direcção da ILGA, no Código que rege os psicólogos "é muito claro que qualquer profissional que trabalhe na área da psicologia ou da saúde mental tem que ter presente toda a investigação científica feita nesta área, que mostra por exemplo que a integração familiar é um factor de protecção por excelência contra a discriminação e promotor do bem-estar e da saúde mental". As frases de Vilaça vão "contra tudo o que a investigação científica tem mostrado".

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