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"Filho, sou bandido, é o que faço"

Aos 17 anos viveu escondido com o pai, o maior narcotraficante da História. Cercados pela polícia, tinham milhões de dólares em seu poder mas passaram fome. Hoje é arquitecto e pacifista

"A pistola do meu pai tinha quinze balas. Costumava  dizer: ‘catorze são para os meus inimigos, a última é para mim.’" Juan Pablo Escobar, hoje Sebastían Marroquín, fala dos últimos dias de vida do pai. Passaram vinte anos. Está em sua casa, em Buenos Aires, na Argentina, para onde se mudou poucos dias após a morte do maior narcotraficante da História. A conversa com a SÁBADO fora agendada meses antes, quando promovia o bestseller Pablo Escobar, Meu Pai (Planeta Editora). "Juancho" fala pausadamente, o rosto é claramente o do pai, mas as semelhanças ficam-se por aí: arquitecto de formação, tornou-se pacifista e vive das conferências sobre paz que dá em todo o mundo.

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