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Como os pais espiam os filhos com apps

Susana Lúcio
Susana Lúcio 23 de setembro de 2025 às 23:00

Acompanhar a localização com smartphones está a gerar desconforto em famílias divorciadas: para além de indicarem onde estão as crianças, algumas gravam conversas.

Uma luz verde a piscar no telemóvel do enteado, de 12 anos, chamou a atenção de Ana. “O aparelho estava a carregar a bateria na bancada da cozinha e fui ver, dizia: ‘áudio ativo’”, conta à SÁBADO. O rapaz passava os fins de semana na casa do pai, com a madrasta e o meio-irmão, e estava a arrumar a mochila para regressar a casa da mãe. “Pensei que fosse alguma coisa que ele tivesse ativado e que fosse perigoso – os miúdos agora jogam tantos jogos e estão em tantas plataformas”, explica. Ana alertou o marido e este perguntou ao filho do que se tratava: era a app de controlo parental que a mãe tinha instalado no telemóvel que ofereceu ao filho quando o rapaz passou a ir sozinho para a escola. “Mas a app está a escutar as nossas conversas?”, perguntou-lhe o pai. O rapaz ficou aflito, disse que não sabia que a app gravava áudio e defendeu a mãe, garantindo que ela não usava esta funcionalidade.

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