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Cerca de 250 cães resgatados em Amarante. Mulher foi constituída arguida por maus-tratos

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Animais estão apreendidos e, por isso, ainda não podem ser adotados.

Cerca de 250 cães resgatados no concelho de Amarante, distrito do Porto, foram levados para associações da região e de outras zonas do país, indicou hoje o autarca local, tendo uma mulher sido constituída arguida por maus-tratos a animais.

Cerca de 250 cães resgatados em Amarante
Cerca de 250 cães resgatados em Amarante CMTV

Em declarações esta quinta-feira à agência Lusa, o presidente da Câmara de Amarante, Jorge Ricardo, deu conta de que na terça-feira foram resgatados cerca de 250 cães, e não três centenas, como inicialmente se avançou, acrescentando que os animais, nesse dia, após vacinados e 'chipados', foram levados para associações e instituições do Grande Porto e de outras zonas do país.

Fonte da GNR indicou também hoje à Lusa que a mulher identificada durante a operação de resgate foi constituída arguida por maus-tratos a animais no âmbito do processo-crime, ao qual estão apreendidos os cães resgatados, razão pela qual ainda não podem ser adotados.

O local onde estavam os animais, alguns alegadamente colocados em jaulas e no meio de dejetos, fica na freguesia de Mancelos e tinha licença camarária para habitação

A associação Midas, sediada em Matosinhos, distrito do Porto, publicou hoje na sua página da rede social Facebook a mensagem de que "os animais resgatados de Amarante não estão para adoção, por motivos legais".

"Neste momento, continuam apreendidos no âmbito do processo de maus-tratos e, por esse motivo, ainda não podem sair para adoção. Quando forem legalmente libertados, as adoções serão divulgadas nas redes sociais", lê-se na publicação.

A associação diz que recebeu "mais de 100 animais" daqueles que foram resgatados no concelho de Amarante, pedindo donativos e bens.

A operação realizada na terça-feira pela GNR foi desencadeada após um pedido de colaboração urgente feito pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), relativo a uma situação eventual de crime de maus-tratos a animais de companhia.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, a Câmara de Amarante explicou que, "sendo uma situação de elevada complexidade legal, o assunto está a ser dirigido e coordenado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), a autoridade nacional competente".

"Contudo, o município de Amarante assegurou, desde o primeiro momento, o apoio logístico e técnico veterinário dentro das suas estritas competências", salientou a autarquia.

Citado no comunicado, o autarca local enalteceu "o empenho dos serviços municipais na resposta imediata à situação".

"O município tem estado a colaborar ativamente dentro de tudo aquilo que nos é técnica e legalmente possível. A nossa prioridade foi colocar de imediato os serviços no terreno para apoiar na verificação do estado de saúde dos animais, garantindo a sua vacinação e a colocação de microchips para a necessária identificação eletrónica. É este o papel de retaguarda que cabe à autarquia e que estamos a cumprir com total rigor", afirmou Jorge Ricardo.

Quanto à gestão logística e o destino dos animais resgatados, indica a nota, "competem a outras instâncias".

"Todo o processo de encaminhamento para Famílias de Acolhimento Temporário (FAT) ou para estruturas de abrigo está a ser articulado diretamente pela Guarda Nacional Republicana (GNR) em estreita cooperação com diversas associações de proteção animal, tanto locais como nacionais", lê-se no comunicado.