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Manutenção da Ponte 25 de Abril custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano

A travessia que liga Lisboa a Almada, "é objeto de inspeção e manutenção permanentes", garantiu a Infraestruturas de Portugal.

A manutenção e inspeção da Ponte 25 de Abril, que celebra esta quinta-feira 60 anos, custa em média cerca de 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal (IP), que assegura os "mais elevados padrões de segurança".

Ponte 25 de Abril foi inaugurada há 60 anos
Ponte 25 de Abril foi inaugurada há 60 anos MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, "é objeto de inspeção e manutenção permanentes", garantiu a IP, em resposta à agência Lusa, detalhando que existe "uma equipa interna exclusivamente dedicada" a estas funções.

"Estas atividades representam um investimento médio anual de cerca de 1,6 milhões de euros, abrangendo inspeções, manutenção, materiais consumíveis e equipamentos, bem como estudos, projetos e serviços de consultoria", adiantou a empresa pública gestora das redes rodoviárias e ferroviárias.

Inaugurada em 6 de agosto de 1966, esta ponte suspensa é uma referência internacional da engenharia, com um tabuleiro com mais de dois quilómetros (km) de comprimento, 74.196 km de fio de aço e 72.600 toneladas de aço utilizadas na construção.

As suas torres principais elevam-se 196 metros acima do nível da água e o pilar sul atinge uma profundidade de 80 metros abaixo do nível da água.

Para a sua manutenção, a IP conta ainda com o apoio de entidades especializadas, como o ISQ -- Instituto de Soldadura e Qualidade e o LNEC -- Laboratório Nacional de Engenharia Civil, responsável pela monitorização estrutural da ponte, "incluindo o acompanhamento do comportamento global da estrutura, a monitorização geodésica e a implementação de planos de instrumentação, entre outros trabalhos especializados destinados a verificar o comportamento da infraestrutura em exploração face aos critérios adotados na sua conceção".

Também o projetista original da ponte, a empresa norte-americana Parsons, continua a acompanhar o comportamento da estrutura e as principais intervenções nela realizadas, em articulação com a IP, apontou a entidade.

A mais recente empreitada de reabilitação e reforço estrutural foi concluída em março de 2024 e, atualmente, estão em desenvolvimento estudos para o projeto de pintura geral da ponte, para "assegurar a preservação e a durabilidade desta infraestrutura", revelou a IP.

Em setembro de 2025, o eleito do Chega em Lisboa Bruno Mascarenhas afirmou, numa reunião da Assembleia Municipal, que a ponte "está num estado preocupante em termos da sua sustentação".

Questionada pela Lusa, a IP garantiu que as atividades de inspeção, monitorização e manutenção realizadas "asseguram que a Ponte 25 de Abril continua a responder aos mais elevados padrões de segurança, fiabilidade e desempenho, preservando uma infraestrutura emblemática que, todos os dias, garante a travessia do rio Tejo a centenas de milhares de pessoas".

Atualmente, de acordo com a IP, a ponte é utilizada diariamente por cerca de 150 mil veículos e 174 comboios, servindo, nas suas valências rodoviária e ferroviária, mais de 100 milhões de utilizadores por ano.

Além desta infraestrutura, em 1998 foi inaugurada uma segunda ponte sobre o Tejo em Lisboa, a Ponte Vasco da Gama, estando atualmente prevista a construção de uma nova travessia rodoferroviária entre Chelas e Barreiro e uma ligação rodoviária entre Algés e Trafaria.

Relativamente à Terceira Travessia do Tejo, a IP disse que se encontra "a desenvolver, por incumbência do Governo, os estudos técnicos, económicos e ambientais necessários à concretização do projeto da nova travessia rodoferroviária", prevendo-se a submissão do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) durante o terceiro trimestre deste ano, ou seja, até setembro.

Segundo a IP, a ligação rodoviária entre Algés e Trafaria é identificada como "projeto prioritário" pelo atual Governo, estimando-se que o concurso do Estudo Prévio e Estudo de Impacte Ambiental seja lançado até final do ano.

No âmbito dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, a agência Lusa solicitou uma entrevista à IP, bem como uma visita a esta infraestrutura, mas apenas obteve uma resposta escrita.

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